Coréia do Norte quer Japão fora da mesa de negociações quanto à questão nuclear

Para Pyongyang, não há motivo para o vizinho participar da reunião com os membros do Conselho de Segurança da ONU

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SÃO PAULO – Os governos do Japão e da Coréia do Sul repudiaram, nesta segunda-feira (03), a objeção da Coréia do Norte à participação japonesa nas negociações entre o país comunista e as nações envolvidas na questão do teste nuclear que realizou recentemente.

Ao detonar uma bomba atômica em seu território no começo de outubro, o país gerou uma tensão internacional, principalmente entre os Estados Unidos, França, Coréia do Sul, China e a Rússia, que são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Sanções

Esses países, juntamente com o Japão, impuseram sanções econômicas ao país em repúdio aos testes e com o objetivo de coibir novas experimentações e desenvolvimentos nesse sentido.

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O primeiro-ministro japonês, no entanto, adiantou-se ao consenso entre os seis e impôs, de maneira unilateral, suas próprias restrições, como a proibição da importação e a exportação entre as duas nações, o que será mantido mesmo após as negociações, como avisado.

Conversas

Pyongyang (capital norte-coreana), que chegou a dizer que as sanções eram uma declaração de guerra, concordou em conversar com os envolvidos com a condição de que a suspensão das restrições fosse discutida.

No entanto, o governo norte-coreano disse que não há necessidade de o Japão participar, já que é um país satélite dos EUA, e que ao vizinho bastaria aguardar informações acerca dos resultados por parte de Washington.