Coréia do Norte explode bomba atômica e intensifica a tensão internacional

Japão se une à China, Coréia do Sul e EUA para repudiar a realização do teste nuclear pela vizinha comunista

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SÃO PAULO – A Coréia do Norte cumpriu seu aviso e realizou nesta segunda-feira (09) de manhã (fim da noite de domingo no Brasil), seu primeiro teste com uma bomba atômica, intensificando a tensão global que se formou em torno da questão nos últimos dias.

Segundo a KCNA (Agência Central de Notícias Coreana), agência oficial do país, a explosão, calculada com cuidado, foi subterrânea e não gerou vazamento de radioatividade, sendo considerada um sucesso.

Potência igual à da bomba de Hiroshima

A potência, de acordo com a Rússia, foi de 5 a 15 kilotons, um poder destrutivo semelhante ao da bomba lançada sobre Hiroshima, em 1945. Abalos sísmicos puderam ser detectados no norte do país, onde acredita-se que foi detonada, e na Austrália.

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Para a Coréia do Norte, essa é uma forma de trazer maior estabilidade, paz e segurança à nação e a seus arredores, principalmente em relação aos EUA.

Preocupação global

O ponto de vista da comunidade internacional é bastante diferente. Desde que anunciou seus planos, na última terça-feira (3), o país comunista recebeu alertas de repúdio das principais potências mundiais, como o vizinho Japão e os Estados Unidos.

As tentativas de dissuadir Pyongyang (capital norte-coreana) duraram até o domingo. A notícia de que o teste havia sido efetivamente realizado foi recebida pelo primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, em Seoul (Coréia do Sul), onde visitava o presidente local, Roh Moo Hyun.

Reação do Japão

O líder recém eleito da segunda maior economia do mundo, e a maior da região asiática, se pronunciou dizendo que o Japão irá se juntar aos EUA, China e Coréia do Sul para analisar a situação e decidir como responder, e reiterou a mensagem dada na última semana, de que testes seriam considerados inaceitáveis.

Abe havia acabado de chegar de Pequim (China), onde se encontrara com Hu Jintao. Além da questão norte-coreana, os líderes conversaram sobre o estreitamento dos desgastados laços entre os dois países.

Mausoléu Yasukuni

Em relação às possíveis visitas ao mausoléu Yasukuni, onde estão os restos mortais de alguns soldados japoneses condenados por crimes de guerra, Abe não se fez claro, dizendo apenas que tratará a questão com o devido cuidado e consideração.

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As freqüentes visitas de seu antecessor, Junichiro Koizumi, ao local foram o principal motivo da falta de diálogo entre o Japão e seus vizinhos, que consideram a atitude ofensiva.