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Copom não surpreende, mas não dá pistas, aumentando ansiedade por ata da reunião

Mercado aguarda sinais de novas medidas macroprudenciais e uma nova elevação da taxa na reunião de abril

SÃO PAULO – A elevação em 50 pontos-base da taxa Selic acompanhou as previsões de analistas, que agora, em razão do tom lacônico do anúncio feito na última quarta-feira (2), aguardam com ansiedade a divulgação da minuta da reunião, prevista para o próximo dia 10.

Segundo a equipe da Rosenberg e Associados, liderada por Thaís Marzola Zara, o anúncio extremamente curto deixa para a ata as possíveis sinalizações quanto à duração do cilco de aperto monetário.

“As atenções movem-se para a divulgação da minuta, na qual nós esperamos que as autoridas econômicas reconheçam a inflação preocupante, mas deem destaque ao choque de demanda, ajuste fiscal e desaceleração do crescimento para justificarem uma aumento moderado da taxa”, apontou Alejandro Cuadrado, do Société Générale.

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Mais 0,5% em abril?
A LCA Consultores acredita que a próxima reunião, em 20 de abril, responderá por mais uma elevação de 50 pontos-base da taxa básica de juros e que está será a última do ciclo.

“Ou seja, mantemos perspectiva de que o ajuste total do juro primário ficará limitado a 150 pontos-base”, afirma a consultoria, tendo com referência os sinais de acomodação da atividade econômica, a descompressão da inflação e os sinais mais concretos de um ajuste fiscal.

“O fato de que não tenha havido sinalização de qualquer tipo de preocupação no comunicado, nos indica que eles escolheram não o fazer, deixando a nós a impressão de que os eventos ocorrem de acordo com as expectativas das autoridades”, apontou a equipe de análise econômica do Barclays Capital.

Risco internacional e alta das commodities
Entretanto, a equipe da LCA alerta para a pressão provocada pela persistente alta dos preços internacionais das commodities, a qual ganha mais força com a crescente tensão política no norte da África e Oriente Médio, o que pode configurar daqui pra frente um fator de forte influência para a dinâmica da inflação.

Dessa forma, fica no ar, mesmo que ainda de forma não preponderante, “a probabilidade de que o Banco Central venha a prolongar o ajuste das condições monetárias para além do horizonte que ora antevemos”, finalizou a consultoria.