Meirelles vice?

Convidado duas vezes em 2010 e 2014, Meirelles diz que candidatura a vice seria “interessante”

Contudo, depois, ele afirmou depois que fala se tratava de uma "mera brincadeira"

SÃO PAULO – Em evento realizado nesta segunda-feira (30) pelo Lide, em São Paulo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou considerar interessante a possibilidade de ser candidato a vice-presidente na eleição de 2018. Ao ser questionado sobre se aceitaria ser candidato a presidente ou vice em 2018, ele respondeu:

“Sou candidato a fazer um bom trabalho na Fazenda, a consolidar a trajetória de crescimento da economia. É o que todo cidadão tem de fazer, ficar concentrado no seu trabalho, cumprindo bem a missão atribuída naquele momento. Nunca trabalhei com hipóteses na minha carreira”, disse, sobre ser candidato a presidente: “vice é até interessante, fui convidado para isso pelo presidente da República em 2010 e depois em 2014”.

Meirelles afirmou que já teria sido convidado para ser candidato a vice em 2010 e 2014, para a chapa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), respectivamente.

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Em entrevista a jornalistas um pouco mais tarde, Meirelles disse que a sua fala sobre a candidatura a vice-presidência havia sido uma “mera brincadeira”. 

 Entre outros temas, Meirelles afirmou a jornalistas que ainda não há decisão sobre novas medidas para o uso do FGTS como estratégia para estimular a atividade econômica. “Estamos analisando se há ou não mais algum espaço. É importante assegurar que existam recursos remanescentes para o financiamento da habitação, principalmente a popular.”

Meirelles disse que a questão será “analisada com muito cuidado” para avaliar se há margem para mais saques no Fundo e o que “tiver que ser feito será”. No primeiro semestre, os saques de contas inativas injetaram mais de R$ 40 bilhões na economia e ajudaram a estimular a atividade econômica.

“Esperamos que o ano que vem seja ano de crescimento sólido”, disse Meirelles aos jornalistas, ressaltando que o índice de desemprego está caindo, mas ainda em velocidade lenta. “O fato concreto é que estamos na direção certa (para fazer a economia voltar a crescer”, disse o ministro.

(Com Agência Estado)