Eleições americanas

Convenção democrata começa com críticas a Trump

Evento que oficializará a chapa Joe Biden-Kamala Harris como adversária de Donald Trump começou nesta segunda-feira (17)

(Getty Images)
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Discursos de Michelle Obama, Bernie Sanders e até de um expoente republicano marcaram na noite desta segunda-feira (17) o início da convenção do Partido Democrata, que oficializará a chapa Joe Biden-Kamala Harris como adversária de Donald Trump na eleição de 3 de novembro.

O evento acontece de forma virtual – algo inédito na história – devido às medidas contra aglomerações para conter a pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 e vai até a próxima quinta-feira (20), quando Biden, ex-vice de Barack Obama e vencedor das primárias em 2020, fará seu discurso de aceitação da candidatura.

O pronunciamento mais aguardado da primeira noite era o de Michelle Obama, que acusou o governo Trump de criar “caos e divisão” nos Estados Unidos. “Donald Trump é o presidente errado para nosso país”, ressaltou a ex-primeira-dama.

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Além disso, Michelle culpou o presidente por “minimizar” a pandemia e pediu para os eleitores votarem antecipadamente, pelos correios ou de forma presencial. “É difícil vencer com equidade e justiça, estão fazendo de tudo para atrapalhar a votação”, disse, em referência às ações de Trump para impedir o voto pelo correio, que tende a beneficiar Biden.

Já o senador Sanders, derrotado por Biden nas primárias, destacou que a eleição deste ano é a “mais importante da história moderna” dos Estados Unidos. “Está em jogo o futuro de nossa democracia, está em jogo o futuro de nosso planeta. Meus amigos, o preço da derrota seria tão grande que não podemos imaginá-lo”, disse.

Sanders ainda prometeu trabalhar “até com os conservadores” para “salvar o país da ameaça de Donald Trump”. O apoio do senador é visto como essencial para garantir uma eventual vitória de Biden, já que ele se mostrou mais eficiente para mobilizar o eleitorado jovem do que o ex-vice-presidente.

Republicanos

Um dos conservadores a declarar voto em Biden é o ex-governador de Ohio e ex-presidenciável John Kasich.

“Sou republicano de longa data, mas esse apego vem depois da minha responsabilidade com meu país. Por isso decidi aparecer nesta convenção. Em tempos normais, isso jamais teria acontecido, mas estes não são tempos normais”, declarou.

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Kasich, derrotado por Trump nas primárias de 2016, ainda ressaltou que o candidato democrata pode “unir” os EUA e “encontrar um caminho melhor” para o país.

A segunda noite da convenção terá os discursos do ex-presidente Bill Clinton, do ex-secretário de Estado John Kerry e da deputada progressista Alexandria Ocasio-Cortez, uma das estrelas ascendentes do partido.

Já o ex-presidente Obama discursará na quarta-feira (19), assim como a ex-candidata Hillary Clinton e Kamala Harris. (ANSA)

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