Contas públicas brasileiras preocupam, segundo MCM Consultores

Críticas chegam no momento em que Lula é eleito líder mais influente do mundo, com destaque para seu governo

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SÃO PAULO – Um dia antes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser eleito o líder mais influente do mundo pela revista Times, a MCM Consultores Associados destaca que nem tudo são flores quando o assunto é mais interno: as contas públicas.

Nesta quinta-feira (29), a revista norte-americana Time divulgou o ranking de 25 nomes mais influentes no globo. Lula encabeça a lista, com destaque especial para sua trajetória de vida e o programa Bolsa Família.

No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o Bolsa Família é um dos passos para levar o Brasil ao primeiro mundo. Moore fala ainda que Lula é o “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina” e comenta sua história no PT (Partido dos Trabalhadores).

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Contrastes
Contudo, a performance vista de fora pra dentro não parece ser consenso entre os próprios brasileiros. Segundo a consultoria MCM, a deterioração fiscal ocorrida nos últimos anos deverá trazer impactos negativos importantes para a dinâmica das contas fiscais nos próximos anos. “Embora os efeitos não sejam totalmente explícitos, ao analisarmos no detalhe, eles aparecem”, diz.

Esse detalhe, de acordo com os economistas da MCM, deve resultar em cinco aspectos daqui em diante, sendo o primeiro deles a provável permanência das despesas públicas em elevados níveis e, em segundo lugar, as despesas com restos a pagar marcando uma “trajetória explosiva”.

“Em terceiro, a meta cheia é cada vez menos importante com a elevação da taxa de abatimentos e, em quarto, a trajetória da taxa de juros implícita da dívida deverá sofrer forte resistência para convergência para a taxa Selic diante o descasamento entre custos de captação e concessão”, fala.

Medição
Além disso, o quinto e último efeito importante da deterioração fiscal do governo Lula é a perda de importância da relação dívida líquida/PIB [Produto Interno Bruto] como indicador de performance fiscal.

Na opinião dos consultores da MCM, tem-se a impressão de que a política fiscal do governo Lula não é expansionista, ao passo que não ocorre também aumento da intervenção governamental na economia.

“Desta forma, a medida mais apropriada da situação fiscal atual passa a ser a dívida bruta, que poderá continuar crescendo nos próximos anos”, concluem.

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