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Análise

Contagem regressiva: os 5 erros que deixam Dilma mais próxima do fim, segundo analista

Nos últimos dias, a Presidente Dilma tomou algumas decisões que podem ter aproximado o seu governo do fim, afirma o analista político da Barral M. Jorge, Gabriel Petrus

SÃO PAULO – As últimas semanas não foram fáceis para a presidente Dilma Rousseff.

A prisão do marqueteiro de suas duas campanhas João Santana, novas delações premiadas de grandes empreiteiras no radar, a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Lava Jato e a delação não-homologada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foram algumas das notícias que fizeram diversas casas de análise política a revisarem as suas expectativas de impeachment da presidente para cima. 

E, segundo afirma o analista político Gabriel Petrus, da Barral M. Jorge, em crises profundas, a ação (ou omissão) dos líderes políticos é crucial para definir o desfecho da história, ressaltando que, no atual cenário de dificulfades, a presidente tem tomado decisões que podem ter aproximado o seu governo do fim. Com isso, Petrus destacou 5 erros que podem ser cruciais para que Dilma não consiga levar o seu mandato até 2018. Confira abaixo quais são esses erros, segundo Gabriel Petrus: 

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1. Dilma demorou para reconhecer a gravidade da Lava Jato
A presidente Dilma demorou a agir e responder quando a operação Lava Jato passou a atingir seu entorno político.

Independentemente do que se venha ou não provar, a prisão e posterior delação do ex-líder do governo no Senado, Delcidio Amaral – uma “hecatombe política” – foram suficientes para colocar a Presidente no centro da operação, ao menos politicamente, afirma.

Além disso, a menção de Delcídio ao suposto envolvimento de senadores do PMDB no esquema de corrupção fragilizou a barreira de proteção que Dilma havia construído no Senado, afirma o analista. Para alguns senadores, começa a fazer sentido retirar o apoio ao governo e diminuir as pressões políticas sobre o Congresso, já que minimizaria os riscos de serem implicados ainda mais na Lava Jato.

2. A troca do ministro da Justiça fragiliza governo
Petrus ressalta que, na tradição presidencialista brasileira, o Ministério da Justiça – antigo Ministério do Interior – sempre exerceu sua função de pasta forte da Esplanada. Assim, um ministro fraco significa um governo fraco.

“Num momento em que o governo necessitava de defensores de peso, Dilma se arriscou ao nomear para a posição um jurista de pouca expressão política”, afirma Petrus. Assim, a decisão do STF em considerar inconstitucional a nomeação do procurador de Justiça Wellington César, por dez votos a um, tornou-se mais uma fratura exposta para o governo.

3. Dilma se distanciou do PT
O analista afirma que, desde o ano passado, o PT emite sinais contraditórios sobre seu apoio ao governo e Dilma e a ausência da presidente no aniversário do partido foi um marco para a deterioração deste relacionamento, que se deu num momento em que ela mais precisaria de apoio partidário para reconstruir a coalizão política que a elegeu.

Para muitos setores do PT, a defesa de Lula se tornou mais importante que a defesa do governo.

4. Dilma não entendeu o PMDB
“Dilma não compreendeu que o PMDB é o fiador das transições políticas do país, e errou ao procurar minar a unidade do partido”, afirma Petrus. Assim, a reaproximação do Senador Renan Calheiros (AL) com o vice-presidente Michel Temer (SP) e, agora, com setores do PSDB, mostra que o partido está mais preocupado com seu lugar futuro na esplanada que com a sobrevivência do governo Dilma.

Ontem à noite, senadores do PMDB e do PSDB se reuniram e falaram em “trabalhar juntos para encontrar uma saída” para o País. E, de acordo com a Bloomberg, os principais senadores do PMDB passaram a defender o fim do apoio ao governo na Casa e vão procurar a bancada do partido na Câmara para que deputados sigam o mesmo caminho. Segundo as fontes ouvidas pela agência, o movimento foi traçado no jantar com os senadores tucanos. 

5. Dilma se colou a Lula
Numa semana ruim para Lula, que culminou com a apresentação de denúncia pelo Ministério Público de São Paulo, a presidente Dilma alinhou a estratégia de defesa de seu governo à figura ao ex-Presidente, quando o visitou em São Bernardo. 

“Trata-se de gesto arriscado, pois se de um lado capitaliza com a tese de que o PT é vítima de uma grande injustiça, por outro lado faz com que todas as acusações que surjam contra ele – ainda que sujeitas à devida prova e condenação – também se revertam em desgaste direto contra ela”, conclui Petrus.

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