Consumidores querem continuar a pagar contas em farmácias e drogarias

O serviço oferecido por mais de 15 mil estabelecimentos pode não continuar por conta da proibição da Anvisa

SÃO PAULO – Os consumidores não querem deixar de pagar contas de consumo (água, luz, telefone) em drogarias e farmácias. De acordo com pesquisa, esse serviço é apontado como de grande importância pela população.

A constatação é do Ibope, que entrevistou 1.302 pessoas em seis capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Belém) entre os dias 15 e 25 de setembro, a pedido da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias).

Serviço ameaçado

Segundo o levantamento, 77% dos consumidores pesquisados afirmaram querer encontrar outros produtos e serviços nas farmácias e não apenas remédios. A possibilidade de efetuar pagamentos nesses estabelecimentos é um dos serviços que os consumidores querem encontrar.

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Porém, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a oferta de outros produtos e serviços nas farmácias e drogarias que não sejam medicamentos.

O Ibope constatou que 73% dos consumidores entrevistados são contra a decisão. “Há cidades no Brasil onde sequer há uma agência bancária, o que é compensado por mais de 15 mil estabelecimentos farmacêuticos que prestam esse serviço de correspondente”, afirmou o presidente executivo da Abrafarma, Sergio Mena Barreto.

Para ele, a decisão da Agência atrapalha a vida do consumidor e também coloca empregos em risco.

De acordo com o levantamento, 81% dos entrevistados que pertencem às classes D e E acreditam que as farmácias devem oferecer outros produtos e serviços. Já entre os consumidores da classe C, essa percepção é apontada por 79%. Dos consumidores das classes A e B, 71% afirmam querer outros produtos e serviços nas farmácias.

Entrega em domicílio

Outro serviço apontado como muito importante é a entrega em domicílio. O levantamento constatou que 90% dos entrevistados classificaram esse item como muito importante, outros 8% como importante e apenas 2% não atribuem importância a esse tipo de serviço.

Para o diretor da drogaria Onofre, Marcos Arede, o resultado deixa claro que, “quando se trata de medicamentos, a questão primeira é a garantia da disponibilidade do serviço em horário integral e, logo em seguida, o conforto e a segurança”, afirmou, por meio de nota.

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A entrega em domicílio só perde em importância para o quesito abertura das lojas 24 horas por dia: 94% dos pesquisados consideram esse item muito importante.

A recarga de celulares também é um item considerado importante pelos consumidores que frequentam drogarias e farmácias. Para 22% dos pesquisados, este serviço é essencial.