Conselho de Ética vai analisar representações contra Renan em separado

Medida tem como objetivo evitar atrasos nas investigações já iniciadas; senador negou nova acusação

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SÃO PAULO – O Conselho de Ética do Senado decidiu nesta quinta-feira (9) que vai analisar as novas representações contra o senador Renan Calheiros em separado, a fim de evitar atrasos nas investigações já iniciadas, referentes às denúncias de que o senador teria recebido dinheiro da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais.

O presidente do Conselho, Leomar Quintanilha, acredita que até a próxima sexta-feira já terá definido um nome para analisar a denúncia que acusa Renan de ter beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, deputado Olavo Calheiros, por preço acima do mercado.

Embora tenha afirmado estar gostando da hipótese de trabalhar com três relatores, Quintanilha disse que não está disposto a designar os mesmos relatores para as novas representações contra Renan para não atrasar as investigações.

Renan nega nova acusação

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Outra representação contra o senador, que ainda não chegou ao conselho, foi apresentada pelo DEM e o PSDB. Os dois partidos pedem investigações sobre a denúncia de que Calheiros teria usado “laranjas” para comprar uma empresa de comunicação em Alagoas.

O presidente do Senado negou nesta quinta-feira que tenha atuado na Casa Legislativa para autorizar a concessão de rádios em Alagoas. Renan disse que, como presidente do Senado, tem a prerrogativa de apenas sancionar decisões tomadas por órgãos técnicos da Casa, sem agir diretamente para favorecer nenhuma concessão.

Renan alega não ter autonomia sobre os processos para a concessão de rádios, por isso refuta a acusação de que teria beneficiado a empresa JR. Além disso, disse não possuir nenhuma empresa que não esteja em seu nome.