Conselho de Ética pede nova perícia à PF na defesa de Renan Calheiros

PF vai verificar a autenticidade dos documentos e das transações financeiras realizadas por Renan no período de 2002 a 2006

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SÃO PAULO – A Polícia Federal decidiu fazer uma perícia mais profunda nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para se defender das acusações de quebra de decoro parlamentar. Na nova averiguação, a PF vai verificar a autenticidade dos documentos e das transações financeiras realizadas por Renan no período de 2002 a 2006.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) em reunião entre dois dos três relatores do processo e o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha. Esta não é a primeira vez que o Conselho de Ética recorre à PF para analisar a autenticidade dos documentos de defesa entregues por Renan. Na primeira perícia foram encontradas notas fiscais com indícios de fraude.

O presidente do Senado é acusado de utilizar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, e também responde a acusações de que teria beneficiado a empreiteira com a liberação de emendas parlamentares para obras executadas pela empresa.

Joaquim Roriz renuncia

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Na última quarta-feira, Joaquim Roriz renunciou ao mandato e evitou abertura de processo no Conselho de Ética. A denúncia contra ele surgiu a partir da Operação Aquarela, que prendeu várias pessoas envolvidas em desvio de recursos do Banco de Brasília. Também foram divulgadas conversas gravadas pela Polícia Civil, com autorização da Justiça, em que o senador combinava com o ex-presidente do banco o local onde seria feita a partilha de cerca de R$ 2,2 milhões.

Em nota oficial, o senador Roriz afirmou que o dinheiro foi um empréstimo feito ao empresário Nenê Constantino. Segundo ele, o valor do empréstimo seria de R$ 300 mil para a compra de uma bezerra. O valor restante, de acordo com o parlamentar, teria sido entregue ao empresário em espécie depois de descontado, no Banco de Brasília, o cheque de R$ 2,2 milhões.