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O julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-auxiliares dele, acusados da tentativa de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o início de 2023, movimenta o Supremo Tribunal Federal (STF) e os arredores na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
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O esquema de segurança foi reforçado tanto no STF como nas imediações, com carros de polícia, policiais, cachorros e um drone, que sobrevoava o local desde cedo nesta manhã. As casas dos ministros também estão com policiamento reforçado.
Antes das 7h da manhã, uma fila de jornalistas já se formava na área externa do STF para buscar credenciais e disputar os melhores lugares para a cobertura. Segundo o Tribunal, 501 profissionais de imprensa do Brasil e do exterior se cadastraram para acompanhar o julgamento.
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Parlamentares de esquerda também acompanham o julgamento. O líder do (PT) na Câmara dos Deputados, deputado Lindbergh Farias (RJ), e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) estão presentes no plenário da Primeira Turma do STF.
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O único réu presente no julgamento é o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira. O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu ao Tribunal nesta manhã e acompanha o julgamento de casa.
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Sobre o julgamento
O julgamento começou logo após as 9h da manhã e deve prosseguir até as 19h. A manhã começou com o ministro Alexandre de Moraes fazendo a leitura do relatório do caso, resumindo investigações e alegações finais. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, faz a leitura da acusação.

A denúncia da Procuradoria Geral da República aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro como o líder da organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro também é acusado de outros quatro crimes no processo. Somados, podem dar pena de 43 anos de cadeia.
A expectativa é que no máximo 3 ou 4 advogados de defesas dos réus falem nesta terça.