Publicidade
O acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e a União Europeia deve avançar rapidamente no Congresso brasileiro, segundo sinalizações das principais lideranças do Legislativo. A expectativa é de que o texto tenha tramitação prioritária tanto na Câmara quanto no Senado, em meio à avaliação de que o tratado pode destravar investimentos, ampliar o comércio exterior e acelerar a integração do Brasil às cadeias globais.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou no sábado (17) que a Casa trabalhará para dar ao acordo “a tramitação mais rápida possível”.
Em publicação nas redes sociais, o deputado destacou o alcance econômico do tratado ao afirmar que a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo tende a gerar mais crescimento, renda, empregos, investimentos e circulação de tecnologia.
Feito para você!

Acordo Mercosul-UE amplia acesso do Brasil ao comércio global de 8% para 36%, diz CNI
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zerada na União Europeia

Acordo Mercosul-UE zera tarifa para mais de 5 mil produtos brasileiros, diz CNI
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que mais da metade dos itens exportados ao bloco europeu terá imposto de importação zerado já na entrada em vigor do tratado
No Senado, o movimento é semelhante. O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, Nelsinho Trad (PSD-MS), anunciou a criação de uma subcomissão específica para acompanhar o processo de ratificação. Segundo o senador, o colegiado terá como foco organizar os debates e acelerar a análise do texto na Casa.
A ratificação do acordo exige um rito legislativo complexo. Do lado europeu, o texto precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Na América do Sul, será necessário o aval dos Legislativos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. No caso brasileiro, a internalização do tratado depende da aprovação pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Durante esse processo, há a possibilidade de aplicação provisória de partes do acordo, sobretudo as relacionadas à redução tarifária. Esse mecanismo permite que alguns efeitos econômicos sejam antecipados antes da conclusão de todas as etapas de aprovação, embora o tratado só entre plenamente em vigor após a ratificação por todos os países envolvidos, conforme destacam especialistas em comércio internacional e parlamentares que acompanham o tema.
Continua depois da publicidade
O acordo foi assinado no sábado (17), em Assunção, no Paraguai, encerrando um ciclo de 26 anos de negociações entre os dois blocos. A avaliação predominante no Congresso é de que a dimensão econômica e estratégica do tratado tende a reduzir resistências e acelerar sua tramitação, ainda que o texto deva passar por comissões temáticas e debates sobre impactos setoriais antes da votação final.