Segundo Folha

“Conformados”: PT vê perda de espaço em ministério como inevitável para barrar impeachment

De acordo com a coluna Painel, PT vai perder espaço nos ministérios no governo Dilma Rousseff, mas parece conformado com isso

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(Lula Marques/ Agência PT)

SÃO PAULO – O PT vai perder espaço nos ministérios no governo Dilma Rousseff, mas parece conformado com isso, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo. 

De acordo com a coluna, líderes petistas no Congresso se dizem “conformados” e “resignados” com a perda de espaço do partido. Os apelos de Lula a aliados e as conversas do presidente do partido, Rui Falcão, e o ministro das Comunicações Ricardo Berzoini com parlamentares aumentaram a sensação de que a derrota era inevitável para controlar o movimento pelo impeachment e devolver governabilidade ao Planalto.

Lideranças petistas avaliam que ainda deve haver queixas públicas pela perda de ministérios. Porém, elas serão insuficientes para o partido romper com o governo.

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Por outro lado, senadores petistas não admitem perder, além da Saúde, a Cultura para os peemedebistas. Na avaliação do partido, o titular da Cultura Juca Ferreira tem papel fundamental na articulação do governo com movimentos sociais.

Cabe lembrar que o Palácio do Planalto confirmou a saída de Arthur Chioro do comando do Ministério da Saúde. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o ministro foi informado pela presidente Dilma, na semana passada, sobre a possibilidade de o ministério ser oferecido ao PMDB.

A conversa com Chioro ocorreu na última quinta-feira (24), antes de Dilma viajar a Nova York. Ontem (29) o ministro recebeu o telefonema da presidente confirmando a necessidade do cargo para a reforma ministerial. Segundo o Planalto, o telefonema da presidente para o ministro foi uma mera “formalidade”.

Mais cedo, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, já havia anunciado a saída de Chioro. Segundo Costa, Dilma conversou com Chioro, na semana passada, sobre a demissão em razão da reforma administrativa a fim de ampliar o espaço do PMDB no governo.

“[Dilma] contou: se acontecer de o Ministério da Saúde sair das mãos do PT, não seria uma coisa que ela faria de bom grado, mas que seriam as contingências políticas. Hoje foi apenas a comunicação definitiva do que aconteceu”, disse Costa sobre o telefonema de Dilma a Chioro.

(Com Agência Brasil)

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