Política & mercado

Confira as declarações do presidente do PT que mexeram com o mercado na terça-feira

Rui Falcão destacou que o governo poderá, num eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, discutir controle de capital mais rígido e se disse contra a autonomia do Banco Central

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SÃO PAULO – Na última terça-feira (13), o Ibovespa caminhava para encerrar o dia em um clima morno, perto da estabilidade. Contudo, nos minutos finais, as blue chips que compõem o benchmark do índice perderam o fôlego e o levaram para uma queda de 0,27%, a 53.907 pontos.

E o grande motivo para isso foi a entrevista do presidente do PT, Rui Falcão, à Bloomberg. Falcão destacou que o governo poderá, num eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, discutir controle de capital mais rígido. As declarações assustaram investidores na Bolsa e também fizeram o dólar devolver queda ante o real.

Falcão destacou ainda ao jornal Valor Econômico, contudo, que “esta ideia era dele” e que, na sua visão, estabeleceria que não haveria nenhuma restrição ao investimento produtivo, mas haveria limites e restrições ao capital meramente especulativo. 

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O petista também destacou ser contra a autonomia formal do Banco Central e que a autoridade monetária “não pode ser um banco que formule a política econômica do país”. Vale ressaltar que Falcão será o coordenador da campanha de Dilma Rousseff e as suas declarações podem indicar quais os rumos que a presidente pode tomar em busca de sua reeleição. A abordagem de Falcão sobre a autonomia do Banco Central, por exemplo, diverge das opiniões dos adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), que a defende. 

Em relação à campanha para a presidência, Rui Falcão destacou ainda que o PT espera resgatar a popularidade da presidente após a veiculação do programa partidário em rede nacional de rádio e TV na quinta-feira, destacando que ele será “impactante”. Após exibir o programa do partido, o PT prepara um evento que reunirá Lula e Dilma no mesmo palanque.