Começa nesta quarta-feira o Fórum de Davos, com Haiti e reforma financeira em pauta

Lula será premiado como "Estadista Global"; 40ª edição do encontro reunirá 30 chefes de Estado e 2.500 empresários

SÃO PAULO – A 40ª edição do Fórum de Davos terá início nesta quarta-feira (27), reunindo cerca de trinta chefes de Estado e premiando o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com a distinção de “Estadista Global”.

A abertura oficial do evento será à tarde, com discursos da presidente suíça, Doris Leuthard, e de Nicolas Sarkozy, o primeiro presidente da França a comparecer ao encontro. Além das figuras políticas, cerca de 2.500 empresários de destaque também devem marcar presença.

Reforma financeira
Na pauta da reunião, destaque especial para as discussões que deverão ser realizadas em torno das reformas financeiras. Segundo especulações da mídia francesa, o tema deverá dar o tom predominante já no discurso inicial de Sarkozy.

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O Fórum é realizado anualmente na pequena cidade suíça, sempre em meio a diversos protestos de manifestantes antiglobalização. No entanto, esse ano a lista de “manifestantes” traz figuras como Brian Moynihan, presidente do Bank of America, e Vikram Pandit, CEO do Citigroup.

Os dois executivos também estão em Davos e devem liderar as reivindicações da indústria bancária e financeira norte-americana, preocupada quanto à possibilidade de uma regulação excessiva sobre suas atividades e restrições muito rígidas sobre o pagamento de bônus.

De acordo com pesquisa feita pela agência PriceWaterHouseCoopers na última terça-feira, aproximadamente 60% dos grandes executivos estão “muito” ou “moderadamente” preocupados quanto a uma regulação excessiva da indústria financeira.

Crescimento e Haiti
Reforma financeira, no entanto, não é o único tema na pauta do Fórum de Davos. Novas preocupações quanto à recuperação econômica também deverão constar nas falas dos chefes de Estado e executivos presentes no encontro.

Outro assunto que foi encaixado às pressas na agenda de discussões do evento é a reconstrução do Haiti, país cuja capital, Porto Príncipe, foi devastada por um terremoto de 7 graus na escala Richter em 12 de janeiro.

Com tantos chefes de Estado reunidos, a intenção do fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab, é de que o encontro possa gerar discussões frutíferas sobre a reconstrução do país, assim como novas doações e auxílios.