Com Zambelli, 7 brasileiras estão na lista vermelha da Interpol; veja quem são

Parlamentar se junta a grupo de brasileiras procuradas por crimes como homicídio, tráfico e tortura

Marina Verenicz

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Com a inclusão do nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Difusão Vermelha da Interpol, o Brasil passa a ter pelo menos sete mulheres na lista pública de foragidas internacionais da organização.

A parlamentar teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e agora é considerada foragida da Justiça brasileira.

Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por crimes como falsidade ideológica e invasão de sistema informatizado, após orientar o hacker Walter Delgatti Neto a inserir documentos falsos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo um mandado de prisão falso contra Moraes.

Oportunidade com segurança!

A Difusão Vermelha — ou “lista vermelha” — é um mecanismo internacional que permite às autoridades policiais dos 196 países membros da Interpol localizar e deter indivíduos procurados, geralmente com o objetivo de sua extradição.

Além de Zambelli, outras seis brasileiras constam na lista pública da Interpol. As idades variam de 28 a 75 anos, e os crimes incluem desde associação criminosa e fraude até homicídio e tráfico internacional de drogas. São elas:

Brasileiras procuradas pela Interpol — Foto: Reprodução/Interpol

Além da Difusão Vermelha, a Interpol utiliza outros alertas de cores distintas, cada um com finalidades específicas, como a localização de desaparecidos (Difusão Amarela) ou alertas sobre ameaças à segurança pública (Difusão Laranja).

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No total, a organização mantém 19 bancos de dados, que incluem impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e até registros de obras de arte roubadas.

Com o nome na lista da Interpol, a localização de Carla Zambelli poderá ser compartilhada com as polícias de todos os países membros, o que pode embasar um futuro pedido de extradição, inclusive junto à Itália, onde a parlamentar afirma ter cidadania.