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Com a inclusão do nome da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Difusão Vermelha da Interpol, o Brasil passa a ter pelo menos sete mulheres na lista pública de foragidas internacionais da organização.
A parlamentar teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e agora é considerada foragida da Justiça brasileira.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por crimes como falsidade ideológica e invasão de sistema informatizado, após orientar o hacker Walter Delgatti Neto a inserir documentos falsos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo um mandado de prisão falso contra Moraes.
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A Difusão Vermelha — ou “lista vermelha” — é um mecanismo internacional que permite às autoridades policiais dos 196 países membros da Interpol localizar e deter indivíduos procurados, geralmente com o objetivo de sua extradição.
Além de Zambelli, outras seis brasileiras constam na lista pública da Interpol. As idades variam de 28 a 75 anos, e os crimes incluem desde associação criminosa e fraude até homicídio e tráfico internacional de drogas. São elas:
- Thaynara Caroline Santos Pereira, 28 anos – acusada de associação ilícita e fraude com uso de cartões de terceiros
- Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro, 75 anos – procurada por assassinato e tortura
- Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, 52 anos – envolvida com organização criminosa
- Marcia Liziane Costa Vieira, 39 anos – acusada de furto
- Rosirene Vieira, 49 anos – procurada por tráfico internacional de drogas
- Silvana Seidler, 58 anos – acusada de homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Além da Difusão Vermelha, a Interpol utiliza outros alertas de cores distintas, cada um com finalidades específicas, como a localização de desaparecidos (Difusão Amarela) ou alertas sobre ameaças à segurança pública (Difusão Laranja).
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No total, a organização mantém 19 bancos de dados, que incluem impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e até registros de obras de arte roubadas.
Com o nome na lista da Interpol, a localização de Carla Zambelli poderá ser compartilhada com as polícias de todos os países membros, o que pode embasar um futuro pedido de extradição, inclusive junto à Itália, onde a parlamentar afirma ter cidadania.