Em busca do ajuste

Com votação de MP adiada, Levy e Temer se reúnem para conter “rebelião” do PMDB

Ontem, a Câmara não votou o texto, motivado pelo receio de que o projeto fosse derrotado uma vez que o PT não fechou questão em apoio ao texto

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SÃO PAULO – O vice-presidente e responsável pela articulação política Michel Temer está reunido com ministros e líderes de partidos na Câmara na manhã desta quarta-feira (6). O encontro também conta com o ministro da Fazenda Joaquim Levy e ocorre horas depois dos deputados adiarem a votação de parte do ajuste fiscal do governo através da medida provisória 665.

Além de Levy, estão presentes os ministros da Previdência Social, Carlos Gabas, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, das Comunicações, Ricardo Berzoini, e do Turismo, Henrique Eduardo Alves.

Ontem, a Câmara não votou o texto, motivado pelo receio de que o projeto fosse derrotado uma vez que o PT não fechou questão em apoio ao texto.

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Levy e Temer também buscam conter a “rebelião” do PMDB a ajuste. Na madrugada de hoje, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) anunciou que o seu partido não apoiará mais a Medida Provisória 665/14.

O PMDB já havia concordado não apenas em votar o texto como deu seu apoio à MP 665/14. E, de acordo com ele, a fala do ex-presidente Lula veiculada na noite de ontem levou à essa reação. Na peça de propaganda, Lula criticou o projeto pela terceirização, aprovado na Câmara.

“Vamos seguir a orientação do ex-presidente Lula: vamos combater a retirada dos direitos dos trabalhadores. Diferente do que se apregoa, o projeto 4.330 das terceirizações não retira direitos dos trabalhadores. Já Medida Provisória 665, não vou dizer que acaba com o direito do trabalhador, mas ela flexibiliza os ganhos dos trabalhadores”, afirmou Picciani.