Em entrevista

Com impeachment de Dilma, agonia seria curta, diz presidente da Riachuelo ao Estadão

De acordo com Flávio Rocha, se as contas forem rejeitadas e não houver o impeachment, é melhor rasgar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)

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SÃO PAULO – Um dos destaques do final de semana prolongado por conta do feriado foi a entrevista do presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, no último domingo ao jornal O Estado de S. Paulo

Ele falou sobre a economia e os rumos do governo da presidente Dilma Rousseff e afirmou que a economia, hoje, está “sem projeto e sem propósito”.

Ao ser perguntado sobre o que acha das manifestações pedindo o impeachment da presidente, ele disse: “Nós temos aí duas alternativas. Eu não acho que vai ser este o governo que fará o que tem de ser feito. O orçamento já é assumidamente deficitário e toda tentativa de cortes que é feita, a presidente bloqueia. Então, acho que existem dois cenários: um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro de agonia longa, cumprindo três anos e meio de mandato. Mas será uma agonia que não vai mudar nada. Há uma paralisia e qualquer um dos cenários – de aumento de impostos ou de diminuição do Estado – envolve retaguarda política, que não existe”.

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De acordo com ele, se as contas forem rejeitadas e não houver o impeachment, é melhor rasgar a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). “É a pior sinalização que pode haver. Aí é o caos. A sinalização que isso traz para todos os governadores e prefeitos é devastadora. É chutar o pau da barraca. Neste momento, uma agonia curta seria um trauma menor”.

Para Rocha, a agonia é o momento em que estamos vivendo agora, com a máquina parando, o desemprego aumentando, sem crescimento, sem investimento. O que causou a paralisia, afirmou, foi a falta de propósito. “Você olha para a Dilma e vê qual é o propósito? Se tem, não consegue transmitir, e se transmite é um propósito que hoje é extremamente minoritário”.