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Com economia em frangalhos, Venezuela vive caos; veja fotos

País enfrenta uma inflação de mais de 50% por ano e 26% dos estabelecimentos comerciais do país apresentam uma elevadíssima taxa de desabastecimento

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SÃO PAULO – A Venezuela não vive seus melhores dias: protestos explodiram recentemente por lá e o país vive um clima terrível de insegurança. Irritados com os imensos problemas econômicos do país, pessoas foram as ruas protestar contra o governo de Nicolás Maduro, “O Homem que Adiantou o Natal”, e encontraram a polícia e o exército em uma campanha de repressão para tentar salvar o governo do “Socialismo do Século XXI”.

Alguma das medidas tomadas para “acalmar” os manifestantes fazem a polícia brasileira parecer calma: há imagens de tanques andando nas ruas para conter manifestantes, há vídeos de conflitos em que a polícia abre fogo contra manifestantes. A briga é cada vez mais pesada pois os problemas também o são: a Venezuela enfrenta uma inflação de mais de 50% por ano e 26% dos estabelecimentos comerciais do país apresentam uma elevadíssima taxa de desabastecimento. O país apresenta o menor crescimento da América Latina e a produção de petróleo, seu principal produto, vem caindo forte nos últimos anos. 

Para combater os problemas, Maduro culpou a “burguesia” e iniciou uma série de medidas de maior controle estatal para resolver os problemas econômicos. Com isso, o presidente da Venezuela limitou o lucro das empresas em 30%, aumentou o controle sobre o câmbio e assumiu parte das reservas em moeda externa para fortalecer o orçamento governamental. Nada disso funcionou: a população só ficou mais insatisfeita. 

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Controle de preços
A chamada Lei Habilitante de Custos e Preços Justos será publicada no “Diário Oficial” da Venezuela nesta quinta – após autorização do legislativo em novembro. Para a fiscalização, Maduro criou uma Superintendência de Custos e Preços Justos, que também será responsável por fiscalizar os preços dos produtos. O governo alega que a medida é necessária porque há produtos vendidos no país com preço até 2.000% acima do “valor real”.

O comandante da Venezuela pós-chavista prometeu a manutenção do preço do dólar em 6,30 bolívares, para controlar a inflação. Ele também determinou que os CNCE não autorize mais o envio de moeda estrangeira para empresas acusadas de irregularidades na compra de dólares – sob o argumento que estas são “máfias que não se importam com a alimentação do povo”.

A pena de prisão varia de dois a quatro anos, de acordo com a gravidade do crime cometido. Também está prevista a ocupação, pelo governo, por um período de 180 dias, dos estabelecimentos que violarem a lei. Desde o ano passado, o governo venezuelano tem lançado medidas para combater a crise econômica, a escassez de alimentos e a especulação monetária. A inflação acumulada do ano passado ultrapassou o patamar dos 50% e o dólar no mercado paralelo chega a ser comercializado a mais de 50 bolívares.

Veja fotos das manifestações: 

Venezuela Protesto

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