Mudanças à vista

Com crise política, governo já avalia fazer reforma ministerial, diz jornal

Petistas ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PMDB avaliam que é preciso fortalecer o governo e reequilibrar os espaços dos partidos aliados

SÃO PAULO – Em meio à uma forte crise política, a presidente Dilma Rousseff está sendo aconselhada por seus aliados a recompor sua base, o que poderia gerar já nos próximos meses algumas mudanças no ministério, informou o jornal O Globo. Petistas ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PMDB avaliam que é preciso fortalecer o governo e reequilibrar os espaços dos partidos aliados.

As principais sugestões seriam para que Dilma substitua o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, dando mais espaço aos peemedebistas. De acordo com a publicação, a principal alternativa seria retirar o PP do Ministério da Integração Nacional, já que o partido é o maior afetado pelas investigações da Operação Lava-Jato, com 31 políticos respondendo a inquéritos. O jornal diz que o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (RN) e o senador Eunício Oliveira (CE) já estão se movimentando para tentar comandar a pasta.

O que se tem ouvido nos bastidores é que o ministério precisa ter mais peso político e que deve haver uma redistribuição do Orçamento das pastas. Segundo o Globo, os aliados estão reclamando que o PT, o PSD, do ministro Gilberto Kassab (Cidades), e o PROS, do ministro Cid Gomes (Educação), detêm as maiores verbas, prejudicando os demais.

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Fontes do governo ouvidas pela publicação admitem que a estratégia da presidente de se fortalecer no Congresso, dando ministérios grandes a Kassab e a Cid, não deu o resultado esperado e que Dilma continua dependendo dos parlamentares peemedebistas. Para a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), integrantes do governo cogitam os nomes de Henrique Alves e do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, ambos do PMDB. Integrantes do partido, no entanto, não aceitam a proposta. Segundo fontes do governo, nas últimas reuniões para tratar da crise houve dificuldade para definir uma estratégia de ação.