Com crise lá fora, Fundo Soberano e reforma fiscal podem ficar para depois

Para Ministério da Fazenda, seria melhor esperar desfecho da crise financeira; já bancada petista quer manter caráter de prioridade

SÃO PAULO – O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta quarta-feira (1) com o deputado Sandro Mabel (PR-GO) para discutir a situação do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária e do Fundo Soberano.

Todavia, para os técnicos do Ministério da Fazenda, é preciso esperar o desfecho da crise financeira, ou pelo menos um cenário mais previsível, antes das propostas serem aprovadas. Segundo eles, o cenário econômico instável pode trazer impactos negativos para o Brasil.

Alterações

A PEC ainda deve esperar a votação do relator na Comissão Especial para ser levada ao plenário. No entanto, alguns ajustes e alterações devem ser feitos, correndo o risco de ficar de fora da matéria isenções para pequenas e médias empresas.

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De acordo com Mabel, “a reforma tem medidas positivas que vão ajudar a combater a crise e mostrar a solidez da economia brasileira”. A bancada petista vem se mostrando contrária à possibilidade de revogar o caráter prioritário da pauta.

A única alteração pensada com base na crise financeira internacional deve ser a definição de critérios de análise de risco mais rígidos para aplicação dos recursos no fundo soberano.