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O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta segunda-feira que deve deixar a pasta para se dedicar à campanha eleitoral neste ano. Camilo destacou que tem até março para tomar a decisão, mas argumentou que o cargo de ministro o deixa distante do Ceará, estado que governou por dois mandatos e foi eleito senador de 2022:
— Poderei voltar (ao cargo de senador) para me dedicar porque vocês sabem que o papel de ministro é no Brasil inteiro, muitas vezes fica ausente no nosso estado e eu vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Brasil e no Ceará — disse em conversas com jornalistas no Ministério da Educação.

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Camilo afirmou que irá se dedicar a campanha à reeleição de Elmano de Freitas (PT) e de Lula, porém, o ministro também é considerado um nome a ficar no banco de reservas caso a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ameace a reeleição do atual governador. Para o PT e o entorno de Lula, é considerado imprescindível não perder o comando Ceará para Ciro Gomes. O PT comanda o estado desde 2015, terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste, reduto eleitoral de Lula.
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— Essa decisão que temos até março para tomar, quero dizer aqui claramente que meu candidato, que vou trabalhar será Elmano de Freitas, ser reeleito governador do Ceará e o presidente Lula ser reeleito — disse Camilo Santana.
Camilo Santana é considerado um cabo eleitoral estratégico no Ceará. Durante a campanha municipal de 2024, Camilo Santana tirou duas semanas de férias para se dedicar a campanha Evandro Leitão (PT) a prefeitura de Fortaleza.
— Qualquer saída do ministério será para me dedicar à reeleição de Elmano e do presidente Lula. Temos uma grande equipe do MEC. O ministério está rodando bem — disse — Não tenho dúvida que minha saída ou não, jamais vai afetar o encaminhamento das ações do MEC.
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