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Com China e eleições, 4 eventos devem agitar a próxima semana na Bolsa

Combinação de bolsa fechada por conta da Copa do Mundo e proximidade de vencimento de opções deve trazer volatilidade no mercado no final da próxima semana

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SÃO PAULO – A semana termina com otimismo do mercado após a divulgação da pesquisa Datafolha, levando o Ibovespa a terminar esta sexta-feira (6) com alta acumulada de 3,69% em 5 pregões. Mas a próxima semana promete pressão e bastante volatilidade no mercado doméstico com pelo menos 4 eventos agitando os investidores no Brasil e no exterior, incluindo o início da Copa do Mundo, que fará com que a BM&FBovespa não abra na quinta-feira (12).

Ainda no final de semana, está prevista a divulgação de mais uma pesquisa eleitoral, desta vez à pedido da CNT/MDA. Diante disso, é possível que a Bolsa comece a semana agitada, dependendo do resultado que for apresentado. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), com o levantamento sendo feito entre os dias 31 de maio e 4 de junho. A divulgação da pesquisa está prevista para ocorrer a partir do dia 8 de junho.

Nesta manhã, a pesquisa Datafolha mostrou uma diminuição nas intenções de votos da presidente Dilma Rousseff, que manteve a liderança na corrida rumo à reeleição, com 34% das intenções de voto, uma queda de 3 pontos percentuais. Porém, os principais adversários de Dilma não apresentaram crescimento: Aécio Neves (PSDB) tem 19%, oscilando um ponto para baixo, enquanto Eduardo Campos (PSB) teve o movimento mais brusco, ao ter queda de 4 pontos percentuais, de 11% para 7%.

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Evento 2: China
O gigante asiático deve voltar a ser destaque nos próximos dias com a divulgação de diversos indicadores. Ainda sem data para serem apresentados, estão os dados da Balança Comercial – com dados de importação e exportação -, empréstimos, crédito ao consumidor e produtor, além das informações de investimento estrangeiro no país.

Como sempre ocorre, os dados por lá devem mexer principalmente com empresas exportadoras, como a Vale (VALE3; VALE5), as siderúrgicas e ainda as companhias de papel e celulose. Entre os indicadores aguardados, devem chamar mais atenção os dados da balança comercial, já que têm impacto direto sobre as empresas brasileiras. “A semana será importante para termos a dimensão de uma possível desaceleração chinesa neste segundo trimestre”, lembrou a equipe da Rosenberg Associados.

Evento 3: IBC-Br
Na sexta-feira (13) será divulgado o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que serve como uma prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) já que seu cálculo é feito mensalmente, enquanto o indicador oficial é apresentado apenas a cada três meses. O indicador tem ganhado importância, enquanto o BC parou de elevar a Selic e a inflação segue preocupando.

Para os analistas da Rosenberg, a expectativa é de um recuo de 0,4%no indicador, seguindo os dados desfavoráveis da indústria e do comércio em abril. “Com isso, temos um início de segundo trimestre muito ruim, confirmando o sentimento negativo recentemente expresso nas pesquisas de confiança e de avaliação da situação econômica”, destacam.

Evento 4: bolsa fechada
Na quinta-feira a bolsa brasileira permanecerá fechada por conta do feriado decretado em São Paulo para o início da Copa do Mundo. Com isso, é importante para o investidor continuar atento às bolsas lá fora, onde qualquer evento pode ter efeito nos ADRs das companhias brasileiras e ainda influenciar a abertura do mercado no dia seguinte.

Ajudando para uma possível volatilidade da Bolsa está a proximidade do vencimento de opções, que irá ocorrer no dia 16. Essa combinação de fatores pode fazer com que os investidores antecipem seus posicionamentos e gerem uma maior oscilação em ativos de grande volume, como Petrobras (PETR3; PETR4), Vale e bancos, o que deve ter impacto no Ibovespa.

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Outros eventos
Entre outros indicadores e eventos de menor impacto é importante destacar o início das convenções dos partidos políticos para deliberarem sobre coligações e escolha de candidatos para as eleições. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o prazo para estes eventos vai do dia 10 ao dia 30 de junho.

Nos EUA, ficará no radar os diversos discursos de líderes do Federal Reserve, que ocorrem principalmente na segunda-feira. Como normalmente ocorre, os investidores devem ficar atentos à possíveis declarações em relação ao cenário no país e que possa influenciar decisões sobre retirada de estímulos e alta de juros.