Eleição

Com 61 votos, Eunício Oliveira, do PMDB, é eleito novo presidente do Senado

Ainda serão escolhidos os demais integrantes da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários

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SÃO PAULO – Foi eleito nesta quarta-feira (1), com 61 votos, Eunício Oliveira (PMDB-CE) como novo presidente do Senado para um mandato de dois anos. Ele já era considerado o favorito para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL), enquanto o outro único candidato, José Medeiros (PSD-MT), ficou com 10 votos. 10 senadores votaram em branco.

O favoritismo de Eunício foi construído desde 2015, quando ele passou a trabalhar nos bastidores para suceder Renan. Nas últimas semanas, costurou os últimos acordos, incluindo com a bancada do PT, que garantiram uma ampla vitória nesta quarta.

Ainda antes da eleição, Renan Calheiros foi oficializado como líder do PMDB, enquanto Paulo Bauer será líder do PSDB. Já o PTB terá como líder o senador Armando Monteiro e Omar Aziz continuará líder do PSD. Também foram oficializados os nomes de Vicentinho Alves para líder do PR, de Ronaldo Caiado para líder do Democratas. Benedito Lira será líder do PP.

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Quem é Eunício Oliveira
Eunício Lopes de Oliveira tem 64 anos, é empresário e pecuarista e está no primeiro mandato no Senado, chegando na Casa em 2011. Foi deputado federal entre 1998 e 2010, mas em 2015 começou a dar os primeiros sinais de que tinha intenção de comandar a Casa. Na ocasião, porém, o PMDB deu preferência para o experiente Renan Calheiros.

No Congresso, Eunício se empenhou nas negociações de apoio político do PMDB ao governo petista, o que lhe garantiu um ministério, com isso, entre janeiro de 2004 e julho de 2005, ele foi ministro das Comunicações no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como senador, Eunício ocupou duas funções relevantes: a liderança do PMDB e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No ano passado, foi relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para os gastos federais nos próximos 20 anos. O projeto era a menina dos olhos do governo Temer em 2016.

Mais recentemente, ele foi citado na delação dos executivos da Odebrecht, sendo acusado de ter recebido R$ 2,1 milhões da empreiteira em troca da aprovação de uma medida provisória, conforme relato do delator Cláudio Melo Filho à Lava Jato. Por outro lado, ele nega ter recebido qualquer valor. “A MP 613. Não fui presidente da MP, não fui líder, vice-presidente, relator, não fiz uma emenda supressiva, aditiva…”, afirmou recentemente à Folha de S. Paulo.