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Crise política

“Clima é de consternação, choque e preocupação”, diz comandante do Exército

Eduardo Villas Bôas disse haver “muita incerteza e muita insegurança“ em relação ao governo, mas declarou que as Forças Armadas vão atuar para manter a democracia

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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (24), o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou que o clima no comando da instituição e no Planalto é de “consternação, choque e preocupação”, em referência à crise política após denúncias da JBS contra o presidente Temer. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e do Valor Econômico.

“Clima de consternação, de choque e de preocupação. Muita incerteza e muita insegurança até que as coisas se definam”, afirmou. Ontem, ele deu uma palestra sobre defesa nacional na Fundação Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em São Paulo. 

O comandante disse que há “muita incerteza e muita insegurança” em relação ao governo, mas declarou que as Forças Armadas vão atuar para manter a democracia e seguir a Constituição. “Tanto as Forças de Segurança Pública quanto as forças Armadas estão empenhadas na preservação da democracia, na observância da Constituição e no perfeito funcionamento das instituições nacionais, a quem cabe encontrar o caminho para a solução dessa crise. Mas a nossa democracia não corre risco”, disse Villas Bôas ao comentar a decisão de Temer de pedir o emprego das Forças Armadas nas manifestações em Brasília.

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Ele ainda disse acreditar “que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle” e negou que haja um risco para o direito às manifestações durante as ações.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de as Forças Armadas ocuparem a presidência, o comandante do Exército rebateu: “Ah, por favor!”. Durante a palestra na fundação, ele afirmou ouvir muitos pedidos de intervenção militar. “Em um país irregular como o nosso, as Forças Armadas expressam a essência da nacionalidade. É interessante que nós recebemos muitos apelos para que haja uma intervenção militar e eu interpreto nisso as pessoas identificando nas Forças Armadas valores que estão se estiolando [debilitando]”, afirmou.