Estratégia

Citando eleições, Itaú BBA diz que é hora de estar taticamente otimista sobre Brasil

Estrategistas do banco reforçam recomendação overweight mesmo com rali recente da Bolsa e destacam: volatilidade deve cair com proximidade do pleito

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SÃO PAULO – Os últimos meses mostraram um cenário mais positivo para o México, enquanto o Brasil foi tratado como o “patinho feio”. Porém, este ambiente pode estar mudando, conforme ressalta o Itaú BBA.

Desde meados de maio, o Itaú BBA ressalta que foi dado um peso maior para o México, que superou o índice brasileiro em 3%. Conforme ressaltou a equipe estratégica do banco, em termos de risco, a volatilidade está muito maior no Brasil em relação ao México.

Porém, apesar das perspectivas macroeconômicos no Brasil continuarem sendo desafiadoras, os estrategistas traçaram quatro motivos pelos quais eles estão mais positivos com o Brasil, reforçando a recomendação overweight. Dentre os pontos, está a aproximação das eleições no Brasil, o que poderia começar a reduzir o escopo de cenários possíveis e, consequentemente, a volatilidade do mercado. Por outro lado, os estrategistas veem uma valorização relativamente limitada no México até o final de 2015, dada a acentuada valorização nos últimos meses. 

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Vale ressaltar que os estrategistas têm recomendação overweight no Brasil, México e Colômbia – este último mais do que no Brasil – enquanto possuem recomendação underweight (exposição abaixo da média) no Chile.

“Acreditamos que é hora de tornar-se taticamente mais otimista sobre o Brasil”, reforçam os estrategistas, saindo de uma posição tão defensiva para a exposição como nos papéis da Ultrapar (UGPA3) e BB Seguridade (BBSE3), destacando que, apesar do rali recente da Bovespa, o movimento está em linha com as escolhas realizadas por eles, que levam em conta as condições macroeconômicas. Dentre elas, o fluxo potencial sendo positivo para as ações e a necessidade de desalavancagem dos consumidores. 

Os estrategistas ressaltam, contudo, que a revisão para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro foi para baixo, de 1,5% para 1,3% de alta em 2015, enquanto acreditam que uma perspectiva mais favorável para o crescimento dos EUA deve ajudar o México.