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O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), declarou nesta quarta-feira que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, precisa demonstrar que não vai “governar para a bolha” antes de a federação que deve ser formada entre PP e União Brasil decidir pelo apoio a ele.
– O senador Flávio é um querido amigo meu e do Rueda, mas vai depender muito mais dele demonstrar que vem para unificar o país, que vai fazer algo diferente do que aí está. Ele não pode ser um novo Lula, que vai governar apenas para a bolha dele, tem que ser uma pessoa que vai governar para o país – declarou em um evento em Brasília.
Flávio tem disputado a liderança das pesquisas de intenção de voto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não conseguiu o anúncio público de apoio de nenhuma legenda além do PL.

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PP, União Brasil, Republicanos e PSD articulavam uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas o plano foi cancelado após o ex-presidente Jair Bolsonaro não endossar a estratégia e preferir lançar o filho. Agora as legendas não descartam o apoio a Flávio, mas ainda estão em negociações para decidir se embarcarão no projeto presidencial do PL.
Nogueira mencionou como prazo o período das convenções eleitorais, que começa em julho e termina no início de agosto e é quando os partidos oficialmente vão tomar suas decisões.
– Nós vamos ter até as convenções, que são em agosto, para fazer essa avaliação. Não é o mais importante para gente essa questão de vice (de Flávio), é muito mais importante alguém que venha construir um projeto para o nosso país e que possa nos levar a vitória do que apenas fazer parte de uma chapa majoritária.
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Ciro também disse que a federação não apoiará Lula.
– Nós não vamos estar, pelo menos é a minha visão, com o atual presidente. Isso já é um ponto pacífico para todos nós.
Presente no mesmo evento, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, disse que o foco das legendas é amarrar acordos que garantam uma grande bancada de parlamentares no Congresso.
– A gente está muito voltado para os palanques estaduais, esse é o foco inicial da gente. A gente buscou essa federação, lógico, inicialmente pensando em uma candidatura presidencial e sempre estar participando de uma chapa majoritária em nível nacional, mas queria resguardar esse momento para que a gente poupasse toda a nossa energia para a gente fazer uma grande bancada no Congresso.