Ciro Nogueira: Bolsonaro é “o único que não pode perder” nas eleições de 2026

Presidente do PP aposta no governador Tarcísio de Freitas como principal nome da direita para enfrentar Lula

Estadão Conteúdo

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Paulo Barros/InfoMoney)
(Foto: Paulo Barros/InfoMoney)

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O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa escolher alguém “capaz de ganhar” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar as eleições de 2026 em seu lugar. Bolsonaro está inelegível e será julgado por tentativa de golpe de Estado nos próximos dias.

“O único que não pode perder a eleição do ano que vem é Jair Bolsonaro, por causa da situação dele. Ele tem que escolher alguém que possa ganhar”, disse ao Valor Econômico, em entrevista publicada nesta segunda-feira, 1º.

Ciro Nogueira acredita que Bolsonaro, que não pode “correr mais riscos”, evitará divisões no campo da direita ao escolher um “sucessor”. Entre os presidenciáveis, ele considera que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é quem tem a maior chance de derrotar Lula nas urnas.

O senador acusou o presidente de querer “queimá-lo” ao mencionar Tarcísio como a escolha de Bolsonaro para 2026 e seu próprio nome como vice da chapa. “Fixar o Tarcísio como candidato agora leva setores da direita a bater em Tarcísio”, afirmou.

Em reunião ministerial realizada no fim de agosto, Lula avaliou que o governador paulista será seu adversário nas eleições, já que Bolsonaro não terá alternativa senão apostar no aliado paulista. Também afirmou que Ciro Nogueira age para desgastar o governo federal porque deseja ser vice.

Apesar de negar intenção de se lançar ao Planalto, Tarcísio declarou na sexta-feira, 29, que sua primeira medida caso se torne presidente será conceder indulto a Bolsonaro.

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O ex-presidente responde a processo por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira das oito sessões reservadas pela Primeira Turma da Corte para o julgamento ocorre nesta terça-feira, 2. Se condenado pelos cinco crimes de que é acusado, pode receber uma sentença de até 43 anos de prisão.

O destaque de Tarcísio como possível sucessor de seu padrinho político tem atraído críticas no entorno de Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já criticou o pai por sinalizar apoio ao governador, avalia sair candidato.

Eduardo afirmou que sua família pode deixar o PL se Tarcísio migrar para a sigla e defendeu que ele não tem o perfil de “combate ao establishment” esperado pelos bolsonaristas.

Ciro Nogueira acredita que Bolsonaro será condenado e espera que isso dê novo fôlego às discussões sobre anistia aos golpistas do 8 de janeiro. Ele defende uma proposta que contemple o ex-presidente. No momento, não há previsão para que o tema entre na pauta do Congresso Nacional.