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Ciro diz que política de preços da Petrobras é fraudulenta e pede demissão de Parente

"Nós temos uma companhia estatal que tem padrões de eficiência e de custos e que pode transferir essa eficiência para o interesse brasileiro", afirmou o pré-candidato à Presidência pelo PDT

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SÃO PAULO – O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, não poupou críticas à política de preços adotada pela Petrobras para aumentar a paridade com o petróleo internacional e disse que é “absolutamente fraudulenta”, como também defendeu a demissão do presidente da estatal, Pedro Parente, idealizador do mecanismo que entrou em vigor em julho de 2017.

“Nós temos uma companhia estatal que tem padrões de eficiência e de custos e que pode transferir essa eficiência para o interesse brasileiro”, afirmou o ex-governador do Ceará em entrevista na noite da última segunda-feira (28) ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Segundo ele, a política de preços adotada pela empresa é equivocada e provoca um aumento de preço “absurdo e criminoso”, sobrando aos consumidores ‘pagarem a conta’.

O pré-candidato à Presidência pelo PDT também não poupou Pedro Parente. Segundo ele, “para servir aos interesses estrangeiros”, o presidente da Petrobras deixou um terço da capacidade de produção ociosa, o que abriu espaço para a atuação de importadores, que aplicam preços baseados no mercado internacional. De acordo, só uma saída para resolver esse problema: “Demitir Pedro Parente”, afirmou.

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Apesar das afirmativas do Ciro, essas mudanças propostas na Petrobras colaboraram para que ela fosse uma das empresas que mais se valorizaram na bolsa, atingindo a marca de R$ 370 bilhões em 17 de maio. Neste ano, antes do estouro da greve dos caminhoneiros, as ações preferenciais da estatal acumulavam ganhos de 70% considerando a máxima em R$ 27,51, beneficiadas pela alta do petróleo no mercado internacional e na taxa de câmbio, o que propiciou que ela repassasse os preços no mercado doméstico

Ciro negou mais uma vez que adotaria uma política de controle de preço nos moldes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o que, na visão do pré-candidato à Presidência, é “um erro do passado que não serve ao Brasil”.