Em entrevista

Cid Gomes sugere que Dilma saia do PT e se omita sobre sucessão presidencial

Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, o ex-ministro da Educação afirmou que presidente está no fundo do poço em termos de popularidade

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SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, o ex-ministro da Educação Cid Gomes (PDT) sugeriu que a presidente Dilma Rousseff deixe o PT e assuma o compromisso público de não participar de campanha à sua sucessão. Isso, segundo ele, poderá desarmar o PSDB e a sua posição mais radical. 

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Cid Gomes afirmou que gosta de Dilma, classificando-a como séria e bem intencionada, mas afirmou que ela chegou “no fundo do poço” e que escapou por um triz de ser afastada do governo.

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“Fico imaginando qual deve ser o interesse de uma pessoa como essa. Se eu tivesse lá e chegasse no fundo do poço, iria procurar recompor minha biografia. Tudo o que um político sério deseja é a sua memória. Penso que ela ainda pode fazer uma coisa como essa e tem caminhos para isso. As pessoas ficaram muito decepcionadas com a Dilma, se sentiram enganadas. É mais fácil destruir que construir. A popularidade para se recompor tem que ser, pelo menos, dois anos, e imagino que isso está passando pela cabeça dela. Ela não tem mais nada a perder”, continuou.

De acordo com ele, 2016 não será um grande ano, mas será menos traumático que 2015. Para ele, no ano passado, o País viveu uma crise orgânica, decorrente de uma relação “promíscua” entre os poderes Legislativo e Executivo, uma relação podre e baseada no fisiologismo. “Isso não se muda da noite para o dia. Só uma próxima eleição vai permitir que a gente comece a construir uma nova relação”, afirmou. “Isso não vem da Dilma não. Ela teve que se render a isso. Tentou resistir no começo, mas não conseguiu”.

Ao falar sobre a possibilidade de impeachment, Cid Gomes afirmou que “o povo brasileiro percebeu que pior que a Dilma é entregar o governo para o vice dela (Michel Temer), que é o chefão, o chefe dos achacadores”. Ele classificou o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de “morto-vivo”.