Entrevista para a Folha

Cheirou vazamento de investigação, a equipe da PF será trocada, afirma ministro

Ele ainda falou sobre a delação premiada: "estamos em situação muito próxima de extorsão. Não quero nem falar em tortura. Mas no mínimo é extorsão de declaração"

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SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o novo ministro da Justiça Eugênio Aragão, afirmou que poderá trocar uma equipe inteira de uma investigação da Polícia Federal caso haja vazamento de informações.

“Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Não preciso ter prova. A Polícia Federal está sob nossa supervisão”, afirmou Aragão. O novo ministro nega ter a intenção de influenciar na Operação Lava Jato, da qual a PF é parte central. “Não, de jeito nenhum. Não tenho essa prerrogativa, essa competência”.

Já sobre possíveis abusos da Operação, ele afirmou que o uso da delação premiada tem pressupostos e que, no Direito alemão, a colaboração tem de ser voluntária. Se houver dúvida sobre essa voluntariedade, não vale. Na medida em que decretamos prisão preventiva ou temporária em relação a suspeitos para que venham a delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida. Porque estamos em situação muito próxima de extorsão. Não quero nem falar em tortura. Mas no mínimo é extorsão de declaração. Se a gente tolera que o grandalhão vai para cadeia enquanto não resolve abrir a boca, então o pequeno pode ir para o pau de arara”.

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Sobre a permanência do diretor-geral da PF, Leandro Daiello, Aragão afirmou que esse assunto ainda não foi tratado e que a permanência de ninguém no ministério, a não ser do doutor Marivaldo Pereira (secretário-executivo), está garantida. “E, claro, não se pode mexer na estrutura aqui ligada à Olimpíada”.

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