Cartoon crítico

Charlie Hebdo critica falta d’água em São Paulo e diz que Sabesp “poupa classe média”

Riss, que esteve no Brasil no início do mês, afirmou nos quadrinhos que os cortes deixam quem mora na favela mais tempo sem água do que aqueles que moram em bairros de classe média

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SÃO PAULO – O cartunista Laurent Sourisseau, o Riss, do semanal satírico francês Charlie Hebdo, publicou uma história em quadrinhos sobre a crise hídrica em São Paulo, com um tom bastante crítico. Riss, que esteve no Brasil no início do mês, afirmou nos quadrinhos que os cortes deixam quem mora na favela mais tempo sem água do que aqueles que moram em bairros de classe média. 

“Nos habitados pela classe média, a interrupção dura horas. Mas nas favelas os cortes se contam em dias”, afirma. Vale lembrar que o cartunista levou um tiro no ombro durante a ação de terroristas islâmicos que entraram na redação do semanal atirando. Eles fizeram 16 vítimas fatais. 

O cartunista começa a sua história destacando que São Paulo é uma das cidades mais populosas do Brasil e há meses enfrentam escassez sem precedentes. Além disso, descreve a criação do bônus para economizar água. 

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“Como os particulares consomem menos, para compensar as perdas, a empresa aumentou a tarifa em 16%.” O jornal satírico ainda destacou que a cidade é cortada por rios poluídos. “Um projeto em curso liga essas águas tóxicas às de outros reservatórios para aumentar a produção. O governador do Estado diz que é isso ou não haverá mais água. As regras ambientais foram suspensas”, afirma, chamando os rios de “esgoto a céu aberto”.

O cartunista também afirma que a Sabesp (SBSP3) não fez os investimentos necessários para conter a crise. Mesmo assim, tem ações listadas na Bolsa de Nova York.