Favoritismo

Chance de Dilma vencer eleição no 2º turno sobe para 70%, diz Eurasia

Segundo a consultoria, as chances de Dilma ganhar permanecem constantes, independentemente de quem ela enfrentará

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SÃO PAULO – As últimas pesquisas às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais mostram um cenário bastante positivo para a atual presidente Dilma Rousseff (PT) buscar a reeleição. Ela está disparada em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, enquanto a disputa entre Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) pela outra vaga em um segundo turno fica mais acirrada. A candidata do PSB tem trajetória descendente e o tucano, ascendente. 

Com este cenário há poucos dias dos brasileiros irem às urnas, a consultoria Eurasia voltou a aumentar as probabilidades de Dilma ser eleita em um segundo turno, conforme destacado pelo Wall Street Journal

João Augusto de Castro Neves, diretor para a América Latina em pesquisa da consultoria, Dilma tem uma chance de “até 70% de ser eleita” no segundo turno. Anteriormente, a probabilidade era um pouco acima de 50%, o que configurava um ligeiro favoritismo.

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“Os programas sociais que continuaram no governo Dilma e que foram o destaque do governo do seu antecessor e mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva, já tirou milhões de brasileiros da pobreza. E enquanto a economia estagnou, o desemprego permanece perto de níveis recordes”, destaca o WSJ.

“As pessoas ainda querem mudar, mas elas querem ter certeza de que o que foi alcançado nos últimos dez anos não será perdido”, destacou Castro Neves ao jornal. “Dilma tem a máquina do governo e um partido forte, com uma estrutura forte.”

Em relatório, a Eurasia afirma que a queda de Marina aumenta as chances de Aécio Neves disputar o 2º turno, enquanto as chances de Dilma ganhar permanecem constantes, independentemente de quem ela enfrentará.

“A velocidade com que Dilma ganhou terreno sobre Marina nas duas últimas semanas vem como uma espécie de surpresa, mas a tendência ao longo das últimas três semanas é uma validação clara para o cenário mais longo traçado pelo Eurasia Group de que Dilma seria considerada favorita para vencer”, afirma a Eurasia no relatório.