AO VIVO Fundador da Chili Beans fala sobre a gestão de crise da empresa na pandemia; assista

Fundador da Chili Beans fala sobre a gestão de crise da empresa na pandemia; assista

CEO do Goldman diz que clientes “não se importam” com opinião do banco

Último executivo a depor no comitê do Senado norte-americano, Lloyd Blankfein rebate acusações de conflito de interesse

SÃO PAULO – Último a depor ao Senado norte-americano, o CEO (Chief Executive Officer) do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, afirmou que quando os clientes procuram o banco de investimentos como um formador de mercados para comprar ou vender ativos, eles “não se importam” com o que a empresa pensa desses ativos ou se está se posicionando contra ou a favor deles – e, por isso, o banco não tem obrigação de revelar suas posições.

A afirmação do CEO veio em resposta a acusações do presidente do comitê de investigações do Senado, que argumentou que o Goldman Sachs cria conflitos de interesse ao vender ativos e se posicionar contra eles. Segundo e-mails divulgados pelo comitê, os próprios funcionários do banco referiam-se a alguns dos ativos como “junk” (lixo). “Quando o Goldman vende ativos que ele próprio acredita serem ruins, comercializá-los e apostar contra eles me parece um conflito de interesses fundamental”, afirmou o senador.

Confiança
De acordo com Blankfein, as transações refletiam as posições que os clientes queriam. “Clientes que operavam comprados ou vendidos sabiam o que queriam. Se eles pedissem a opinião do vendedor, ele é obrigado a ser honesto. Mas vendemos ativos fracos o tempo todo”, afirmou o CEO, ressaltando que a confiança dos investidores nao é importante, mas essencial para o banco.

PUBLICIDADE

Nenhum dos executivos que depuseram nesta sessão se desculpou – Dan Sparks, ex-diretor de hipotecas, foi o que mais se aproximou disso, ao dizer que o banco ‘tomou algumas decisões erradas’. Entretanto, todos – inclusive Sparks – insistiram que se responsabilizaram por suas ações, mas culparam a crise pelas perdas.

Leia mais: 

Em depoimento, diretor do Goldman Sachs afirma que não enganou investidores