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Análise

“Caso Geddel”: como Temer deve agir após uma nova crise ser instalada no Palácio do Planalto?

Presidente deve optar: ou dá pronta resposta à população e demite Geddel ou retira ministro temporariamente dos holofotes - tudo dependerá da opinião pública

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SÃO PAULO – O último final de semana foi movimentado na política nacional, após o ministro da Secretaria de Governo e homem forte no governo Temer, Geddel Vieira Lima, ter sido acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de abuso de poder e tráfico de influência. O agora ex-ministro da Cultura, que pediu demissão na sexta-feira, acusou Geddel de pressioná-lo para liberar uma obra embargada em Salvador, onde ele teria comprado um apartamento. Geddel nega a pressão. 

Após as acusações, a crise foi instalada dentro do Planalto e caberá ao presidente, Michel Temer, decidir como vai agir. 

Segundo o analista político Juliano Griebeler, da Barral M. Jorge, é necessário considerar o momento em que foi feita a denúncia.  De acordo com ele, caso a acusação contra Geddel tivesse ocorrido quando a continuidade de Temer na presidência ainda era incerta, durante a presidência interina, o resultado certamente seria a demissão do secretário de governo.

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Agora, o presidente deve optar: “ou dá uma pronta resposta à população e demite Geddel, alegando que tal comportamento não é mais tolerável, perdendo assim um importante articulador político mas conseguindo manter o apoio da opinião pública; ou manter Geddel, retirá-lo dos holofotes temporariamente e tentar minimizar o caso”, afirma.

A atuação de Temer, aponta Griebeler, vai depender da reação da população e da mídia com o caso e se ganhará maiores proporções. Isto está diretamente relacionado à reação dos parlamentares a este caso e às providências que tomarão no Congresso Nacional. “A ação não deve afetar a votação da PEC do Teto de gastos, maior preocupação do governo no momento, mas pode dar força aos procuradores na defesa das medidas anticorrupção”, avalia.

Já para a LCA Consultores, aparentemente, o presidente adotará a mesma estratégia utilizada na crise com o então ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que também era um importante aliado de Temer. “Assim, Geddel foi orientado a conceder várias entrevistas para mostrar que não houve nenhum ato ilícito de sua parte como o acusa Calero”.