Rompimento

“Carta de Temer consolida rompimento dele e de parte do PMDB com Dilma”, diz consultoria

Ainda segundo a consultoria, vice-presidente deixa claro que não se envolverá na questão do impeachment contra Dilma

SÃO PAULO – A carta enviada pelo vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff, em que ele demonstra toda a sua insatisfação com relação aos seus anos no cargo e comenta a falta de confiança da presidente na sua pessoa e no PMDB desde o primeiro mandato são o grande destaque político desta terça-feira e adicionam ainda mais “fogo” ao ambiente político já bastante conturbado. 

Na carta, Temer destacou onze pontos mostrando a sua insatisfação com o governo. Ele afirmou que perdeu todo o protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo, que só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas e que jamais ele ou seu partido foram chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país, entre outros pontos.

Veja mais: confira a íntegra da carta enviada pelo vice Michel Temer para Dilma

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Conforme destaca a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, através desta “carta dramática”, Temer tenta se desvencilhar da veste de conspirador costurada pelo Planalto para usar o figurino de vítima.

Segundo aponta a LCA Consultores, “como se pode ver, essa carta de Temer consolida o seu rompimento e de parte do PMDB, ligada a ele, com a Presidente. Além disso, como destacou nessa missiva, Temer cumprirá exclusivamente as funções de Vice Presidente, definidas na Constituição. Assim, deixa claro que não se envolverá na questão do impeachment contra Dilma”.

Pelo Twitter, a assessoria da vice-presidência afirmou que Temer enviou carta em caráter pessoal à presidente da República Dilma Rousseff e “não lhe deu publicidade”.

“Em face da confidencialidade, surpreendeu-se com sua divulgação. Portanto, a Assessoria esclarece que: diante da informação de que a presidente o procuraria para conversar, Michel Temer resolveu apontar por escrito fatores reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB. Ele rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos, mas somente sob a ótica da debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo país. Não propôs rompimento entre partidos ou com o governo. Exortou, pelo contrário, a reunificação do país, como já o tem feito em pronunciamentos anteriores. E manterá a discussão pessoal privada no campo privado”, afirmou.

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