Ações contra paralisações

Cardozo ordena aplicar multas e até uso de força contra caminhoneiros se necessário

Na noite de ontem, ministro da Justiça criticou o movimento, destacou que os protestos tem viés “indiscutivelmente político” e paralisações de rodovias não serão toleradas

SÃO PAULO – Em meio à manifestação dos caminhoneiros que começou na última segunda-feira e que obstrui diversas rodovias também hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) aplique multas e, se for necessário, use até mesmo a força para desobstruir as rodovias bloqueadas por caminhoneiros do Comando Nacional do Transporte, de acordo com informações do jornal O Globo.

Segundo relatório divulgado pela PRF às 9h, há bloqueios parciais em 22 trechos de 21 rodovias federais em sete estados — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Ceará. 

Na noite de ontem, Cardozo criticou o movimento, destacou que os protestos tem viés “indiscutivelmente político” e paralisações de rodovias não serão toleradas. “Não há uma pauta de reivindicações. Nós não temos possibilidade de negociar em cima de questões que não são apresentadas. É uma pauta política, uma pauta que é alimentada por pessoas que querem fazer uma ação política”, disse o ministro.

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“Nós determinamos que sejam multados todos aqueles que queiram fechar estradas. As multas são altas, mais de R$ 1,9 mil cada”, prosseguiu o ministro.

Segundo Cardozo, o movimento tem tido baixa adesão por parte dos caminhoneiros, apesar de pulverizado, pelo fato de as principais entidades sindicais do País se posicionarem contra a paralisação. Vale destacar que o Comando Nacional do Transporte é uma entidade que foi criada no passado à revelia dos sindicatos tradicionais da categoria.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o líder do CNT,  Ivar Luiz Schmidt, disse que, a princípio, não há interesse em negociar com o governo federal e que o principal objetivo é derrubar a presidente Dilma Rousseff. “Entregamos uma pauta para o governo em 4 de março e, em oito meses, o que foi atendido é irrelevante. Por causa disso, e do clima em que se encontra o País, com inflação elevada e aumentos consecutivos dos combustíveis e da energia elétrica, achamos por bem pedir a renúncia da presidente. Não acreditamos mais que ela seja capaz de conduzir o País para fora do abismo no qual se encontra”, disse.

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