Candidatura de Haddad será anunciada no dia 19 com Lula em São Paulo, dizem fontes

A exoneração de Haddad do ministério deverá ser publicada em edição extra do Diário Oficial no final da tarde da próxima sexta-feira

Reuters

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Publicidade

O lançamento da candidatura ⁠do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de ⁠São Paulo será feito na próxima quinta-feira (19), durante uma visita do presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva à capital paulista, disseram à Reuters fontes que acompanham as discussões.

Lula e Haddad participarão da Caravana Federativa, um evento de balanço das ações ‌do governo federal, no Expocenter Norte, em São Paulo, e de outro evento na Universidade Federal do ABC.

O anúncio da candidatura, segundo uma das fontes, acontecerá em algum momento no mesmo dia, mas não em discursos, já que são eventos do governo federal, o que é proibido pela legislação eleitoral. A intenção é que seja feita uma ⁠entrevista, ‌provavelmente informal, em algum momento do dia para que Lula faça o anúncio.

Uma reunião ⁠de alinhamento para decidir o momento e a agenda deve acontecer na próxima terça-feira.

A exoneração de Haddad do ministério deverá ser publicada em edição extra do Diário Oficial no final da tarde da próxima sexta-feira. No mesmo dia, o ministro deve dar uma entrevista no escritório da Fazenda em São Paulo para ​marcar sua despedida do cargo.

Apesar da resistência inicial em concorrer nas eleições deste ano, Haddad terminou cedendo aos apelos do presidente. A necessidade de ter um ​palanque forte para Lula em São Paulo pesou na decisão do ministro. Fontes ouvidas pela Reuters contam que Lula deixou claro a Haddad que, apesar de entender sua vontade de não concorrer, essa é uma eleição em que o momento pesa mais que vontades pessoais.

Haddad pretendia ser apenas um dos coordenadores da campanha do presidente ‌à eleição.

No entanto, as pesquisas recentes, inclusive do próprio ​PT, mostraram que o ministro, apesar de ter sido derrotado pelo atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o nome que aparece com uma votação mais consistente, mesmo que ainda distante de Tarcísio. Em uma ⁠eleição nacional que promete ser uma ​das mais difíceis dos ​últimos anos, um espaço consistente em São Paulo torna-se essencial, comentou uma das fontes.

Os primeiros passos de Haddad ⁠nessa campanha – que só começa oficialmente em ​agosto – será percorrer o Estado de São Paulo, disse uma outra fonte, para conversar com prefeitos, depois de tirar alguns dias de férias.

Continua depois da publicidade

A chapa em São Paulo já tem ainda a ​definição da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que atendeu um pedido de Lula e será candidata ao Senado no Estado, e deve sair do ​MDB para isso. A outra ⁠vaga deve ser da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, também ⁠briga pelo espaço.

O vice de Haddad também ainda não está definido. O ministro quer um nome de centro-direita, conta uma das fontes, para agregar espaço político na chapa, e poderia vir de um prefeito do interior, mas nomes ainda estão em fase de especulação. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, deve ajudar nessa articulação e na campanha, especialmente no interior de São ​Paulo.