Publicidade
A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rumo a Brasília ganhou novo peso político nesta terça-feira (20) com a adesão do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu já em território goiano, após o grupo cruzar a divisa com Minas Gerais.
A presença de Carlos reforça a leitura de que a iniciativa extrapola um protesto individual e passa a integrar a estratégia do bolsonarismo de manter o tema do 8 de Janeiro e da situação jurídica do ex-presidente no centro da agenda pública.
Nikolas sustenta que a caminhada tem caráter simbólico e não eleitoral. Em carta divulgada nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o objetivo é chamar atenção para o que classifica como abusos processuais e violações de direitos contra condenados pelos atos golpistas de 2023, além de pressionar o Congresso pela revisão da dosimetria das penas. O deputado também associa o ato diretamente à prisão de Jair Bolsonaro.
Feito para você!
Imagens divulgadas ao longo do trajeto mostram a adesão de outros parlamentares aliados, como Gustavo Gayer e André Fernandes, além de lideranças locais. Segundo os organizadores, novos apoiadores devem se juntar ao grupo nos próximos dias, o que pode ampliar a repercussão do ato até a chegada à capital federal.
Do ponto de vista político, a mobilização é interpretada como tentativa de manter coesa a base bolsonarista após a definição de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência e em meio a disputas internas sobre liderança e estratégia para 2026. A entrada de Carlos no trajeto reforça a ligação direta do protesto com o núcleo familiar do ex-presidente.
Nikolas afirma que a caminhada seguirá de forma pacífica e dentro dos limites constitucionais. A previsão é de chegada a Brasília no domingo (25).
Continua depois da publicidade
