Câmbio flutuante ainda é o melhor para o Brasil, afirma Nelson Barbosa

Secretário do ministério da Fazenda diz ainda que o Governo pode atuar nas áreas tributária e financeira para controlar o câmbio

SÃO PAULO – O regime de câmbio flutuante ainda é o melhor para o Brasil, afirmou nesta sexta-feira (23) o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em debate sobre o cenário do câmbio organizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Assim, apesar do Governo ter mantido artificialmente o dólar em um patamar acima de R$ 1,80, via uma série de medidas, Barbosa também descarta a adoção de um regime de metas.

Por sua vez, segundo o secretário-executivo, apesar da moeda brasileira ainda estar em um patamar valorizado, uma apreciação adicional seria ainda mais prejudicial para a competitividade do país.

Governo estuda medidas financeiras e tributárias
Desta forma, Barbosa alertou que continua a analisar a situação econômica constantemente, apesar de já ter tomado diversas medidas cambiais. O secretário-executivo também afirmou que o Governo pode atuar em outras frentes, como em questões financeiras e tributárias, tal como a desoneração da folha de pagamentos, a qual apoiaria principalmente o setor de bens comerciáveis, atuando como se houvesse uma taxa de câmbio mais favorável.