Câmara vai priorizar segurança pública, tributária e IA no fim de 2025, diz Motta

Presidente da Casa defende PEC de integração contra crime organizado e promete acelerar pautas sensíveis nos próximos três meses

Marina Verenicz

(Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
(Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (26) que o Legislativo concentrará esforços, no trimestre final de 2025, em quatro frentes centrais: a PEC da Segurança Pública, a reforma tributária, o novo Plano Nacional de Educação e a regulamentação da inteligência artificial.

Durante o Encontro de Líderes da Comunitas, Motta disse que pretende blindar a agenda de disputas políticas e assegurar a votação de matérias que “importam diretamente à sociedade brasileira”.

Segundo o presidente da Casa, a proposta de emenda constitucional busca estruturar uma estratégia nacional de cooperação entre União, estados e municípios para enfrentar o avanço do crime organizado. Ele argumenta que a medida é essencial para evitar que o país se transforme em um “narcoestado”.

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“Se não combatermos o crime organizado, corremos o risco de ter Congresso, Judiciário e Executivo financiados pelo crime”, disse.

Motta também defendeu a possibilidade de uma “semana exclusiva” dedicada a projetos da área, incluindo a regulamentação das audiências de custódia e a tipificação de organizações criminosas como grupos terroristas.

Pautas prioritárias

Além da segurança, o presidente da Câmara destacou o compromisso de levar adiante a reforma tributária e as discussões sobre a regulamentação da inteligência artificial. Para ele, esses temas compõem uma agenda de impacto direto na economia e no cotidiano da população.

Questionado sobre a percepção de que a Casa estaria afastada das preocupações da sociedade, Motta negou. Segundo ele, projetos de segurança têm sido aprovados, mas não ganharam a mesma visibilidade no noticiário em meio a outras disputas.

“Não estamos desconectados. O Plenário já aprovou diversas medidas relevantes para a segurança pública, mas nem sempre isso aparece para a população”, afirmou.