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Nas próximas semanas, a Câmara dos Deputados se prepara para apresentar um projeto de reforma política que mudará o sistema eleitoral brasileiro, instituindo o voto distrital misto para deputados. O objetivo anunciado é dificultar o ingresso de membros de facções criminosas no Legislativo, conforme debate em curso. A expectativa é de que o texto seja votado ainda neste ano pelo Congresso Nacional, segundo informações do jornal Valor Econômico.
Atualmente, o sistema eleitoral para deputados segue o formato de “lista aberta”, em que o eleitor escolhe seu candidato em um cardápio amplo. No sistema proposto de voto distrital misto, o eleitor votaria duas vezes: uma em um candidato de seu distrito e outra em um partido de sua preferência. Metade das cadeiras seria preenchida pelos mais votados em cada distrito; a outra metade, pela proporcionalidade partidária, com base no total de votos recebidos.
O relator da proposta, deputado Domingos Neto (PSD-CE), sinalizou, no entanto, que a ideia poderá ser de voto único, onde ao votar em um candidato o eleitor automaticamente vota também no partido ao qual o candidato pertence. “Mais de 80% do eleitor nem lembra em quem votou. Vivemos uma crise de representação gigantesca. Como existem milhares de candidatos em cada estado, o candidato que eventualmente veio do crime organizado você não sabe nem quem é”, afirmou ao portal G1
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As mudanças, se aprovadas, só valeriam a partir das eleições de 2030, uma vez que as novas regras precisam ser implementadas com pelo menos um ano de antecedência do pleito. Apesar do prazo, a discussão já obtém impulso: lideranças partidárias e a comissão especial da Câmara têm intensificado o debate sobre o modelo.