Impeachment

Câmara deve iniciar análise de impeachment de Dilma a partir de terça, diz jornal

Segundo Folha, deputados irão apresentar requerimentos ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele se posicione sobre os treze pedidos de impedimento.

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SÃO PAULO – A Câmara dos Deputados deve iniciar análise formal sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na próxima terça-feira (15), de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo. Os deputados irão apresentar requerimentos ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele se posicione sobre os treze pedidos de impedimento.

O presidente da Câmara diz que pretende negar, se não todas, boa parte das ações, protelando as demais. A próxima etapa dos apoiadores do impeachment seria de apresentar recursos questionando as recusas de Cunha. Se for aprovado por maioria simples, de 257 deputados, o processo é deflagrado.

Em entrevista nesta semana à rádio Jovem Pan, o líder do PSDB na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), líder tucano na Câmara, disse que o grupo suprapartidário já conseguiu coletar 280 votos de deputados em apoio ao processo. Nesta semana, a oposição lançou um site pedindo o impeachment da presidente. 

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Segundo o jornal, os partidos PPS, Solidariedade, DEM e PSDB encomendaram estudos para embasar o rito desse processo e irão provocar Cunha com as chamadas questões de ordem. Desta forma, o presidente da Câmara terá de informar como será a tramitação desses atos, bem como prazos para recursos e parlamentares autorizados a promovê-los.

E, se as questões de ordem forem submetidas na terça (15), como é a intenção, o comando da Câmara deve demorar uma semana para apreciá-las.

Se o recurso da oposição for aprovado, o presidente da Câmara criaria uma comissão especial com 28 partidos com representação na Casa. A presidente da República seria então notificada e teria dez sessões para apresentar a sua defesa. Os cálculos internos apontam que este processo de tramitação demoraria um mês e, só então, se seguiria adiante.