Diz Estadão

Calheiros, Campos e mais: ex-diretor da Petrobras citou 28 políticos em delação premiada

Ao todo, são 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB, conforme divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A lista com 28 nomes de citados pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras (PETR3;PETR4), Paulo Roberto Costa, foi revelada nesta manhã pelo jornal O Estado de S. Paulo e deve movimentar ainda mais a política brasileira no final deste ano. Os políticos citados teriam sido beneficiados pelo esquema de desvios na estatal.

Nela, há grandes nomes da política nacional, obtida através de 80 depoimentos, e inclui ministro e ministros de Dilma Rousseff, deputados, senadores, governadores e ex-governadores. Ao todo, são 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB. 

Entre os nomes do PT, estão dois ex-ministros da Casa Civil: Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann, hoje senadora. Do PT, ainda aparecem os nomes dos senadores Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Delcídio Amaral (PT-MS), do governador acreano Tião Viana e dos deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Vander Loubet (PT-MS).

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No PMDB, a lista inclui os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro Edison Lobão, os ex-governadores Sergio Cabral e Roseana Sarney, assim como dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do deputado Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ).

Do PP, a lista inclui os senadores Ciro Nogueira (PI) e Benedito de Lira (AL), os deputados federais João Pizzolatti (SC), Nelson Meurer (PR), Simão Sessin (RJ), José Otávio Germano (RS), Luiz Fernando Faria (MG) e Aline Lemos de Oliveira (SP), além do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE). Finalizando a lista, está o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. 

Do PSB e do PSDB, são citados o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que faleceram este ano. 

O procurador-geral da República Rodrigo Janot pretende encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) as denúncias contra políticos em fevereiro de 2015. Os que não têm mandato eletivo serão julgados em primeira instância.