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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, apagou uma postagem de 2015 na qual insulta o presidente do PSD, Gilberto Kassab, um dia após anunciar filiação ao partido do ex-adversário. Na publicação, o postulante à Presidência se referia ao então rival como “cafetão do Palácio do Planalto”. Àquela altura, o goiano ocupava o cargo de senador pelo DEM, enquanto Kassab era o ministro das Cidades do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
O ataque de Caiado foi motivado pela acusação de que Kassab estaria cooptando parlamentares de outras siglas para o Partido Liberal (PL).

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“Kassab é o cafetão do Planalto. Agiu assim com o PSD e agora com o PL”, publicou Caiado, em janeiro de 2015, na antiga rede social Twitter (atualmente X).
Questionado sobre críticas passadas ao dirigente do PSD, Caiado afirmou em entrevista ao GLOBO, na quinta-feira, que não iria discutir “nota de rodapé na longa trajetória política ao lado do Kassab, que vem desde 1989 na pré-campanha à Presidência da República”.
“Acho que o importante neste momento é saber o que o Brasil deseja, que não é o modelo que está aí instalado. O candidato do PSD precisará ter coragem para enfrentar esses temas. Não pode ser híbrido. Cada um tem um estilo. O estilo de um e de outro será respeitado, isso não é defeito. Eu continuarei (com minha posição), tive oportunidade de conversar isso com o presidente Kassab. E essa posição eu tenho deixado clara.”
A migração de Caiado foi percebida por diferentes forças políticas como algo que reforça a tática de pulverização de candidaturas de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é evitar uma disputa polarizada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como seu representante na eleição deste ano.
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Segundo o governador, Kassab deu aval para que ele seja oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano.
Desafio eleitoral
O movimento de Caiado também aumenta o capital político de Kassab, que passa a reunir três presidenciáveis em seu partido. Kassab ainda é influente na gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que era cogitado como candidato à Presidência até o anúncio de Bolsonaro pelo filho Flávio.
O trio de governadores do PSD terá o desafio atrair segmentos estratégicos que apoiaram Bolsonaro em 2022, e que hoje ainda demonstram preferência por Tarcísio, ainda visto como o nome mais competitivo contra Lula. As movimentações de Ratinho Jr., Caiado e Leite miram especialmente o mercado financeiro e lideranças da indústria e do agronegócio.