Estratégia

BTG diminui exposição no Brasil, mas segue otimista ao apontar “melhor resposta” que Temer pode dar

Risco político aumenta cautela, mas estrategistas ressaltam que a melhor resposta de Michel Temer ao cenário é mostrar que tem apoio do Congresso para aprovar reforma da Previdência

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SÃO PAULO – O BTG Pactual segue overweight (exposição acima da média) ao Brasil dentro do seu portfólio na América Latina, destacou o banco em relatório desta segunda-feira (19), passando a recomendar cinco ações ante seis do mês passado. Os estrategistas ressaltam seguir otimistas com o Brasil, mas destacam estar um pouco mais cautelosos por conta da piora do risco político. 

As citações ao presidente Michel Temer em delações da Odebrecht e o grande número de políticos citados, além do grande debate no Congresso sobre o pacote anti-corrupção são fatores que adicionam instabilidade política, reforçam os estrategistas. Além disso, a situação econômica complicada sugere uma maior volatilidade. 

Já do lado positivo, Temer ainda parece possuir um sólido apoio da base do Congresso, que foi observada com a aprovação da PEC do teto de gastos. “Nesse ponto, a melhor resposta de Temer para a crise corrente será mostrar que ele tem apoio político suficiente para aprovar a reforma da previdência, o que criaria as condições para um ritmo maior de corte de juros. De fato, as expectativas de inflação para 2017 estão convergindo para o centro da meta e o Banco Central pode cortar os juros de forma mais agressiva já em janeiro (a expectativa é de uma queda de 50 pontos-base”, afirmam os estrategistas.

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No portfólio da América Latina, as ações da Suzano (SUZB5) saíram da carteira neste mês. Dentre as brasileiras, ainda continuam os papéis de BM&FBovespa (BVMF3), Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR4), Minerva (BEEF3) e BR Malls (BRML3). 

Chile e Peru seguem com recomendação overweight, enquanto a Colômbia segue underweight, mas com uma exposição um pouco superior em relação ao relatório anterior. Enquanto isso, o México permanece com recomendação underweight – o “risco Donald Trump” ainda traz muitas incertezas, destacam os estrategistas do banco.