Brasileiros vão eleger Parlamento do Mercosul em 2010

Inaugurado em dezembro de 2006, o Parlamento do Mercosul conta atualmente com 18 deputados de cada nação

SÃO PAULO – O brasileiro terá uma novidade nas eleições de 2010: além de presidente, senador, governador, deputados federal e estadual, o eleitor terá de votar nos representantes do País no Parlamento do Mercosul.

Inaugurado em dezembro de 2006, o Parlamento do Mercosul conta atualmente com 18 deputados de cada nação, indicados pelo Parlamento de cada um dos quatro países participantes – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – totalizando 72.

Apesar de os primeiros parlamentares terem assumido os cargos por indicação, os próximos serão escolhidos, em 2010, por voto direto de toda a população. Em 2014, haverá a primeira eleição geral para parlamentares do bloco.

Novo Parlamento

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Em entrevista à Radio nacional, o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) afirmou que uma das mais conturbadas discussões do bloco diz respeito à proporcionalidade do órgão. O deputado acredita que só haverá uma característica real de parlamento em 2011 quando os eleitos nas votações diretas assumirem seus cargos.

Segundo o deputado, a partir de então, a tendência é que os parlamentares se agrupem por identidade ideológica, independentemente do país pelo qual foram eleitos. A intenção é que os parlamentares representem a população, e não os Estados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Parlamento do Mercosul não terá o poder de aprovar leis, mas garante que ele será decisivo para fazer avançar a harmonização das legislações nacionais e, quando for necessária aprovação legislativa, tornará mais ágil a incorporação das normas do Mercosul aos ordenamentos jurídicos internos.

Integram a bancada brasileira do Mercosul atualmente, com mandato até 2010, os senadores titulares Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Pedro Simon (PMDB-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Efraim Morais (DEM-PB), Romeu Tuma (DEM-SP), Marisa Serrano (PSDB-MS), Aloizio Mercadante (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Inácio Arruda (PCdoB-CE) e os deputados Cezar Schirmer (PMDB-RS), Dr. Rosinha (PT-PR), George Hilton (PP-MG), Max Rosenmann (PMDB-PR), Cláudio Diaz (PSDB-RS), Geraldo Resende (PPS-MS), Germano Bonow (DEM-RS), Beto Albuquerque (PSB-RS) e José Paulo Tóffano (PV-SP).