Brasileiros que vivem no exterior correspondem a 0,07% do eleitorado

Os brasileiros migrantes podem votar somente para presidente, em embaixadas ou consulados brasileiros

SÃO PAULO – Apenas 86.360 dos 4 milhões de brasileiros que vivem no exterior possuem título eleitoral. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os eleitores no exterior correspondem a 0,07% do total de 125,913 milhões de brasileiros aptos a votar. O voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos.

Para votar em outro país, o migrante necessita fazer o alistamento eleitoral em uma embaixada ou consulado. Deve-se apresentar os documentos brasileiros, como certidão de nascimento, carteira de identidade, passaporte ou carteira de trabalho, além do certificado de alistamento militar para homens com mais de 18 anos.

Votar em outro país

Para que uma seção eleitoral possa ser organizada, é necessário que, no mínimo, 30 eleitores estejam cadastrados. Caso a seção não atinja esse número, a pessoa deve votar na seção mais próxima, desde que esteja localizada no mesmo país. Se o número de votantes ultrapassar 400, uma nova seção é instalada.

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De acordo com informações do Cartório Eleitoral do Exterior, após as eleições de 2006, o número de Requerimentos de Alistamento Eleitoral aumentou para dois mil por mês. Os brasileiros migrantes podem votar somente para presidente.

Existem 207 locais de votação no exterior. Nos Estados Unidos, há 32.017 pessoas alistadas, o maior eleitorado fora do Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores estima que cerca de 1,335 milhão de migrantes vivem irregularmente em outros países. Mas, de acordo com a lei brasileira, essas pessoas também podem votar, como aqueles que migraram legalmente.

Campanha de incentivo

Na última segunda-feira (5) o TSE iniciou uma campanha para conscientizar os brasileiros que vivem em outros países a participar das eleições. O filme preparado será veiculado até o dia 30 de dezembro nas emissoras internacionais, como Rede Globo, Record e TV Brasil.