Pesquisa Datafolha

Brasileiros acreditam mais em Moro do que em Bolsonaro, mas presidente mantém níveis de aprovação pré-crise

Na guerra de narrativas, 52% acreditam que presidente tentou interferir na Polícia Federal ao exonerar Maurício Valeixo da diretoria-geral da corporação

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Foto: Antonio Cruz/ Ag. Brasil)
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SÃO PAULO – Em meio à guerra de narrativas entre o ex-juiz federal Sérgio Moro, recém-saído do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o primeiro tem levado a melhor junto à opinião pública. É o que mostra pesquisa Datafolha realizada na última segunda-feira (27).

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados disseram crer na versão do ex-ministro, que deixou a pasta dizendo que Bolsonaro tentou interferir politicamente nas atividades da Polícia Federal ao exonerar contra sua vontade o diretor-geral Maurício Valeixo.

Do outro lado, 20% acreditam na versão do presidente, que negou a ingerência e disse que o diretor da corporação vinha se queixando de cansaço. O presidente também chegou a acusar Moro de condicionar a troca do comando da PF à indicação do ex-juiz para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

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Não acreditam em nenhum dos dois 6%, 3% acham que ambos estão certos e 19% não souberam opinar. A pesquisa foi feita por telefone na última segunda-feira (27) e ouviu 1.503 pessoas.

O levantamento mostrou que 56% concordam com a avaliação de que Bolsonaro quer intervir politicamente na PF e Moro fez bem em deixar o cargo. Já 28% acham que o presidente não tem tal intenção e o ex-juiz errou em pedir demissão da pasta. Outros 4% não concordam com as colocações e 12% não sabem opinar.

Uma possível abreviação do mandato de Bolsonaro também foi assunto do levantamento. Segundo o Datafolha, 45% querem que a Câmara dos Deputados abra um processo de impeachment contra o presidente, contra 48% que rejeitam a medida – o que configura um empate técnico, já que a margem máxima de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Já o apoio a uma eventual renúncia do presidente foi de 37% no início do mês para atuais 46% – em empate técnico com o grupo dos contrários ao movimento, que caiu de 59% para 50% dos entrevistados.

De acordo com a pesquisa, a avaliação geral de Bolsonaro se mostra estável mesmo após a saída de Moro. Hoje, 33% dos brasileiros avaliam a gestão como ótima ou boa, contra 38% de opiniões negativas sobre a administração.

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