MERCADOS AO VIVO Taxa de desemprego no Brasil atinge recorde de 14,6% no 3º trimestre, diz IBGE

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Brasil vai ao G-20 propondo medidas conjuntas para combate à “guerra cambial”

Representantes brasileiros em Seul comentam crise, medidas unilaterais, enfraquecimento do dólar, alternativas e juros internos

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SÃO PAULO – A delegação brasileira presente na reunião da cúpula do G-20, que começou nesta quinta-feira (11), tem dado interessantes declarações sobre economia, tanto a do Brasil como também global.

Sobre o principal tema da reunião, a atual “guerra cambial”, a posição brasileira busca o que os analistas do mercado julgam ser quase impossível: um acordo consensual entre os participantes no sentido de promover ações integradas ao invés das medidas unilaterais.

Saída da crise
A adoção de medidas conjuntas, com as nações atuando de forma integrada e não mais isoladamente é o que defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertando para o risco do protecionismo: “se cada um for pensar só em si, vamos voltar à velha política do protecionismo, o que não ajudou país algum”.

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Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a solução para sair da atual crise e evitar o agravamento da situação corrente é, por parte das economias desenvolvidas, estimular o mercado interno ao mesmo tempo que as demais economias devem fazer os ajustes necessários.

Para o ministro, é impossível colocar em prática medidas de recuperação econômica e redução do déficit simultaneamente.

Revisão de medidas
Já sobre a posição que vai defender no encontro de cúpula, Mantega revela que vai pedir para que os países revisem as ações isoladas sob pena de aumento do desequilíbrio cambial e acirramento da denominada “guerra cambial”. “Vamos colocar esta questão do conflito cambial porque se isso não for solucionado, vai resvalar em um protecionismo comercial”, afirmou.

Sobre isso, a presidente eleita Dilma Rousseff declara que medidas como a anunciada recentemente pelos EUA, de injetar US$ 600 bilhões na economia, representam uma forma de protecionismo: “acho que gera um protecionismo camuflado, como forma de se proteger”.

Enfraquecimento do dólar
Ainda comentando a recente medida promovida pelo Federal Reserve, a nova presidente se mostra preocupada com o consequente enfraquecimento do dólar: “acho que é grave para o mundo inteiro a política do dólar fraco”.

Proposta de alternativa ao dólar
O ministro da Fazenda do Brasil defende também uma reforma no sistema financeiro mundial, para que a economia não mais seja tão dependente do dólar.

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Para que crises norte-americanas não mais afetem o resto do mundo, ele propõe que o sistema financeiro mundial se baseie em outras moedas, como por exemplo, o DES (Direito Especial do Saque) do FMI (Fundo Monetário Internacional), que tem como referência uma cesta de moedas.

Sobre a proposta de Mantega, Dilma considera que depende não só de desejo, mas também de negociações: “se fosse uma questão de vontade já teria sido feita. (…) acho que vai ser uma questão de negociação”.

Juros no Brasil
Mudando o foco do discurso, Mantega declarou que a partir de 2011 será possível baixar os juros no Brasil, por meio do controle da inflação e dos gastos públicos e subsídios via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social).

Segundo o ministro, isso não só é uma possibilidade como também é desejo da nova presidente Dilma Rousseff: “a presidente eleita que trabalhar com juros menores”.